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História – Alexandre, o Grande

Em dias como hoje, em que as crianças estão doentinhas, a única matéria realizada em maiores desgastes é a de história, pois exige apenas atenção e um certo esforço rememorativo a respeito da aula anterior. 

Assim, prosseguimos nos estudos rumo ao capítulo XXV do The story of the world – Ancient times: Alexandre, o Grande. Susan Wise Bauer, autora dessa série de livros de história, sempre acerta o tom ao aproximar os eventos históricos da realidade das crianças. Ao explicar a conquista da Grécia por Alexandre, por exemplo, Susan compara Esparta e Atenas a dois irmãos ocupados demais em brigar um contra o outro e, por conta disso, incapazes de perceber a aproximação de um valentão. Foi assim que Felipe, pai de Alexandre, realizou facilmente a proeza que os persas, apesar das diversas e longas batalhas, não haviam conseguido: ele dominou um povo enfraquecido após anos de guerras e disputas internas. 
A partir daí, ouvir sobre Bucéfalo, sobre as incomparáveis conquistas, sobre o Farol de Alexandria e sobre a morte de Alexandre faz com que as crianças quase renovem as suas energias. 

Longe de ser o dia ideal, vivemos, hoje, o dia possível. Mas foi divertido e interessante mesmo assim.

Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
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Lista de filmes e desenhos

Conforme expliquei no programa do dia 27, “Zero TV”, não extinguimos o uso completo de desenhos e filmes, mas sim da TV. Ou seja, baixamos da internet aquilo que gostamos de assistir e permitimos que as crianças entretenham-se com algo desse tipo quando achamos conveniente, cerca de 2 ou 3 vezes por semana, durante um período de tempo limitado.
No próprio programa, fiz uma pequena lista de filmes e desenhos que são liberados aqui em casa, mas depois lembrei-me de alguns outros que não citei na ocasião, por isso achei por bem publicar uma lista mais completa aqui:

Filmes:
As crônicas de Nárnia (os três filmes);
A lenda dos guardiões;
Ratatouille;
Kung Fu Panda.

Desenhos:
Desenhos bíblicos;
Piggley Winks;
O pequeno príncipe (versão antiga);
Bob, o construtor;
Thomas e seus amigos.

Se chover, você já tem aí boas indicações para o final de semana. 😉

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Memorização (2)

Pessoal, acabamos de fazer um vídeo da Chloe falando sobre o duende da vitória, quer dizer, da sorte. Ela queria fazer uma versão mais longa ainda, mas sugeri que fizéssemos algo mais modesto, para não corrermos o risco de errar. Pelo que percebo, exercícios de memorização são como exercícios físicos: quanto mais nos habituamos a fazê-los, mais fáceis eles se tornam.

E aqui está o vídeo que deu origem ao nosso: uma das excelentes dicas do prof. Carlos Nadalim.

Tentem! As crianças adoram e a gente se diverte tentando junto com elas!
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Memorização

Assim como a caligrafia, a memorização é mais uma das técnicas muitíssimo utilizadas antigamente que foram abandonadas em nossos dias. Raros são os esforços feitos para a aquisição tanto de uma bela letra quanto para a retenção de um conteúdo sem registro extra. Ao que parece, as muitas facilidades deixaram-nos preguiçosos: são bilhetes, folhas, livros, fotografias, cds, dvds, pendrives, arquivos em nuvem e sabe-se lá o que mais. Por que gravar, por que forçar, por que reter já que, afinal, sempre é possível um backup a mais?

Historicamente, no entanto, contam-se séculos, milênios até, de tradição oral, onde as histórias, músicas, mitos e lendas realmente importantes para um determinado povo eram transmitidas oralmente de geração em geração e assim perpetuadas através do tempo. Além disso, são facilmente perceptíveis os fatos de que, primeiro, aprendemos a falar, reproduzindo os sons que ouvimos, depois, bem depois, aprendemos que a tais sons corresponde um código escrito que os representa e então aprendemos a ler e escrever. Logo, não é de espantar que em nossos primeiros anos de vida naturalmente aprendamos tanto, tão rapidamente e guardemos muito em nossa memória, seja lá o que for.

Eu, particularmente, não tive a sorte de alimentar minha memória com bons conteúdos, como poesias, por exemplo. Quando procuro me lembrar de quais coisas de minha infância eu ainda sei de cor, voltam-me facilmente à lembrança as músicas das aberturas das novelas (vocês não imaginam o que é acordar com o Luiz Caldas cantando “Tieta do Agreste” dentro da sua cabeça, ou o Sidney Magal cantando a vinheta da “Rainha da Sucata” – e vocês estão rindo porque não é na cabeça de vocês =D ), Raul Seixas, Belchior, ou então aquelas cantigas infames e bagaceiras que os meus tios me ensinavam (“Coelhinho se eu fosse igual a tu…”), ou ainda um repertório de palavrões mais vasto que o do professor Olavo de Carvalho. 

Graças a Deus o destino não precisa ser idêntico ao começo, portanto, agora, com a Chloe, eu e Gustavo temos feito um trabalho diferente: no começo do ano, um pouco antes de ela completar sete anos, iniciamos um programa de memorização de versículos bíblicos. À época, como ainda éramos protestantes, trabalhávamos também a memorização de passagens do Catecismo Batista. De julho para cá, no entanto, substituímos aquele pelo Catecismo da Igreja Católica.

O programa é amplo e desenvolvido em níveis crescentes de dificuldade, de maneira que Chloe passeia por diversos livros e retoma as leituras em cada um deles depois de um certo tempo. Os diferentes versículos são agrupados por assunto, o que facilitará, no futuro, o estabelecimento de conexões entre as diferentes partes da Escritura. A técnica que utilizamos é simples: a leitura do texto, a cópia do texto e a recitação em voz alta, primeiro lendo, depois “de cabeça”. Quando ela consegue repetir todo o texto sem erros, então a missão está cumprida.

Claro, às vezes ela desconhece as palavras utilizadas. Neste caso, explico-lhe o significado ou digo-lhe para pesquisar no dicionário. Muitas vezes ela não entende o que o texto quer dizer, então procuramos explicá-lo de um modo que se torne ao menos um pouco mais compreensível.

Dias atrás eu havia prometido, no facebook, a publicação de um post que mostrasse um pouco deste nosso trabalho. Infelizmente, porém, Chloe não conseguiu repetir novamente os nove primeiros versículos de Romanos 8. Como, no entanto, a finalidade da memorização não é a gravação de um vídeo para vocês (embora ela ache isso muito legal =) ), resolvi não forçá-la e deixei que escolhesse um texto que a agradasse mais. Assim, ela optou pelos seis primeiros versículos do Salmo 19. Claro, por tratar-se de uma passagem repleta de metáforas que evocam lindas imagens, seu registro ficou mais forte que o registro de Romanos 8, o qual é beeeem abstrato.


Acreditamos, de coração, que tais exercícios serão extremamente úteis para a Chloe em seu futuro, não somente por aumentarem sua capacidade memorativa, mas especialmente porque a educação que temos procurado transmitir-lhe não é apenas para a presente vida, mas para a vida eterna, junto de Deus.

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Desmascarando o comunismo para as crianças

Participo de um grupo interessante no facebook, o Compartilhar Conhecimento. Foi lá, se não me engano, onde vi o post do videozinho a seguir. Chama-se “Como desestabilizar uma nação Chicken Little 1943”.



Trata-se de um desenho animado interessantíssimo, da Walt Disney, feito em 1943 (em plena guerra!), com quase 9 minutos de duração.

Claro, só faz sentido exibir o desenho para as crianças se a questão do comunismo ou da política em geral fizerem parte das conversas da família, o que é o nosso caso. E, sendo este também o seu caso, é importante considerar se as crianças já possuem idade e maturidade mínimas para entender um pouco do que está em jogo no desenho.

Se nada disso aplicar-se à circunstância de sua família, então assista você, mamãe ou papai, ao desenho. A capacidade de síntese do autor da história é muito, muito boa, bem como o didatismo com que ele explica o passo-a-passo da destruição da sociedade. 

Dentre as muitas boas sacadas da história, destaco três, que a mim me pareceram bastante significativas:

  • A primeira é o método de ataque psicológico adotado pela raposa (que confirma completamente aquilo que temos visto na obra Maquiavel Pedagogo, sobre a qual tenho dois posts publicados aqui e aqui);
  • A segunda é que a raposa, apesar de sua ostensiva influência, NUNCA se revela, NUNCA se dá a conhecer, exceto na hora derradeira em que come todas as aves. Isso me lembra, extrapolando o âmbito meramente político, um fenômeno típico do nosso tempo: a adesão cega e inflexível a determinadas opiniões sem que se saiba quem as elabora, quem por elas se responsabiliza ou onde se pode verificá-las honestamente, em contraposição a opiniões divergentes que, no entanto, têm cara, nome e endereço bem definidos. Em outras palavras, trata-se de uma adesão ao éter, às nuvens, aos mil ventos que sopram, e que se opõe ao muro que está bem diante do nariz. Quantos casos vocês já não encontraram por aí de jovens que afirmam com veemência, por exemplo, que vivem uma síntese de todas as religiões, “pegando o que cada uma tem de bom”, afinal, “todos os caminhos levam a Deus”, e NUNCA pararam para estudar sinceramente NENHUMA religião das quais eles dizem se apropriar? Ou quantos outros emitem opiniões sobre capitalismo, socialismo, comunismo sem NUNCA terem parado para ler os principais autores ou ao menos os principais documentos sobre tais coisas? São estes os que compõem a massa voluntariamente acéfala dos Anonymus que se manifestam “pacificamente” por aí e que só servem para alimentar o insaciável apetite da raposa que as devorará no momento oportuno;
  • A terceira sacada é a “moral da história” dada pela raposa, a qual, inevitavelmente, lembrou-me o texto bíblico: “Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira.” (João 8:44)
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The coat – O casaco

Queridas mamães,

Ontem à noite, ouvindo música no youtube, descobri, sem querer, essa doçura de animação. E como ela tem tudo a ver com a época do ano que estamos vivendo aqui no sul, resolvi compartilhá-la. 

Muitas vezes fui beneficiada por esse tipo de gesto de amor ao longo da vida – e mesmo hoje às vezes isso acontece -, e meus filhos também. Nós, de nossa parte, também procuramos abençoar aqueles que tem menos que nós com aquelas coisas que já não nos servem mais.
 
Assim, fica aqui o meu incentivo às mamães: ensinem às crianças a gratidão, quando ganham algo de que precisam, e a generosidade, quando podem auxiliar quem não tem com aquilo que lhes sobra. Saber ser grato e saber ser generoso são duas virtudes fundamentais àqueles que querem agradar a Deus.

Assistam. É lindo. Quase morri chorando, pra variar. 😉