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Leituras de janeiro

Há um ano atrás, quando começamos nosso primeiro clube do livro, não podíamos imaginar os rumos que seguiríamos após tão pouco tempo transcorrido. Agora, não só prosseguimos com o trabalho n’A casa de Penélope, como também, atendendo aos pedidos das associadas, criamos o Clubinho Literário, voltado para crianças entre 6 e 10 anos. Como é bom crescer!

Mas, para quem está chegando agora, aqui vai um resumo das nossas propostas:

A casa de Penélope

Este é um clube de literatura nascido do meu desejo de partilhar um pouco do caminho que vinha trilhando solitariamente. Em resposta ao desafio de um sacerdote, esforcei-me por encontrar tempo para investir em meu aprimoramento pessoal, buscando por títulos que me auxiliassem a melhor compreender e desempenhar minhas diferentes funções enquanto esposa, mãe, etc. Assim, A casa de Penélope é um clube voltado exclusivamente para mulheres, com carga anual de seis obras, selecionadas de acordo com o tema do ano, e cada uma delas trabalhada ao longo de dois meses. O próximo tema, a ser trabalhado em 2018, é a maternidade, de modo que leremos obras que, de algum modo, nos dão ocasião de vislumbrar os melhores e piores modelos, para que nos inspiremos nos primeiros e nos curemos dos segundos. Além dos livros, há amplo material de apoio (guia de leitura, newsletters) e ainda espaços para discussão e interação (grupo fechado e hangouts) entre as associadas.

Clubinho Literário
Já o Clubinho, como disse acima, é uma resposta ao pedido de algumas mães participantes d’A casa de Penélope que, vendo os benefícios que as leituras proporcionavam às suas vidas, desejavam algo que trouxesse semelhantes benefícios aos seus filhos. A dinâmica do Clubinho é um pouco diferente, no entanto: selecionamos doze obras, uma para cada mês do ano, privilegiando títulos edificantes e virtuosos. O critério para esta seleção foi, basicamente, o seguinte: primeiro, não escolher obras que meus próprios filhos não tivessem apreciado; segundo, dentre as obras prediletas deles, priorizar aquelas que oferecessem ferramentas para educação da linguagem, educação do imaginário e educação moral. Ou seja, não basta que o livro seja divertido, mas é necessário que ele expanda o vocabulário infantil, sua imaginação e, sobretudo, seu conhecimento das virtudes humanas. Além dos livros, também produzimos material de apoio (guia de leitura e newsletter) e a possibilidade de contato virtual entre os participantes (por meio do e-mail dos pais).
Se você tem interesse em qualquer uma de nossas propostas, clique nos links, informe-se e venha crescer conosco. O prazo para participação em janeiro de 2018 encerra dia 27 deste mês de novembro!

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O primeiro encontro d’A casa de Penélope

Um grande evento nunca começa na data prevista, mas muito antes. Contássemos a partir do dia em que surge a idéia, às vezes muitos anos são passados até a sua realização. Este, contudo, não é exatamente o nosso caso. O primeiro encontro presencial d’A casa de Penélope foi preparado ao longo de um ano, o primeiro ano de existência do próprio clube. Mas não foi nada difícil. Pelo contrário: tudo pareceu fluir maravilhosamente bem, desde a escolha do local, o acerto dos detalhes, a realização do evento em si até a despedida. E é sobre tudo isso que eu desejo falar agora.
Primeiro, o local. Como não mencionar a querida Pousada Aldeia dos Sonhos, que faz jus ao nome que carrega? Ricardo e João, os proprietários, são a gentileza e o zelo em forma humana: não só ofereceram excelentes ambientes e acomodações como ainda contribuíram sugerindo boas idéias para facilitar a dinâmica e integração do grupo. Isso para não mencionar o famoso (e delicioso) café da manhã, que nos transporta de volta para a cozinha e o colo de nossas prendadas avós. Enfim, nem eu, nem as Penélopes tivemos o quê reclamar do lugar onde realizamos nosso primeiro encontro, e, ao que tudo indica, repetiremos a dose em outubro do ano que vem.
Depois, o sábado pela manhã, o primeiro encontro do encontro. Este foi o momento do primeiro contato pessoal com a maioria das Penélopes: que alegria poder encontrá-las assim, cara a cara, depois de tantos e-mails, chats e hangouts, e poder abraçá-las! Foram instantes de alegria e emoção. Interessante notar que apesar de todas as novidades, em nenhum momento percebi aquele desconforto habitual que ocorre nas reuniões de pessoas desconhecidas, mas, apesar da incipiente familiaridade, um clima acolhedor e fraterno parecia pairar sobre nós. Em seguida Gustavo tomou a palavra e nos ofereceu uma pequena palestra sobre alguns personagens masculinos das obras que lemos até o momento (Petruchio, Charles Bovary e Admeto), acrescentando ainda algumas considerações sobre Ulisses, o marido de Penélope, da Odisséia, personagem que inspirou o nome do clube. Foi ocasião para refrescar a memória, enfatizar questões importantes sobre os papéis dos cônjuges e também integrar um pouco mais os maridos presentes no grupo.
Ao meio-dia corremos para um restaurantezinho de comida boa, bonita e barata no centro de Canela e tivemos diversos momentos de bate-papo descontraído.
À tarde, depois de algumas horinhas livres, voltamos à aconchegante sala de reuniões e ouvimos, com muito prazer e durante mais de uma hora, o prof. Rafael Falcón falando sobre literatura para crianças, alfabetização e educação. Mesmo as Penélopes que ainda não são mães saíram extremamente enriquecidas, pois ouvir o prof. Rafael foi uma daquelas preciosas oportunidades para avaliar nossa própria educação e buscar corrigir os erros e falhas da formação, além, obviamente, das muitas indicações para a educação das crianças. Mas a conversa não parou na palestra: fomos ao (delicioso) coffee break e prosseguimos quase até ao anoitecer conversando e convivendo muito. Que momentos! Nada de conversas miúdas, pueris e “para socializar”: todos falando com o coração nas mãos, remindo o tempo, aproveitando a raridade que é o ter interlocutores sinceros e interessados naquilo que realmente importa e é digno de nota durante nossa curta vida.

Convém mencionar que algumas Penélopes vieram com maridos e filhos, de modo que as crianças brincaram tranquilas durante todo o tempo na casa que elas batizaram de “casinha da Laura” (em referência à Laura Ingalls Wilder, pois a casa era toda de madeira e repleta de objetos e utensílios antigos). Ou seja, toda a família pôde aproveitar sossegadamente.
No domingo pela manhã fomos à igreja e, depois, tomamos, todos juntos, o café da manhã na Pousada. Foi o momento da “DR” do clube, onde pedi às meninas que criticassem nosso trabalho e nos ajudassem a melhorar. Não minto ao dizer que elas nada tiveram a reclamar, mas, na verdade, revelaram que o clube superou todas as expectativas. Recebi minha medalha imaginária nessa hora! Hahahaha Levantamos da mesa (finalmente!) e fomos tirar fotos e continuar a conversa na recepção da Pousada. Parecia que ninguém queria ir embora, pois emendávamos um assunto no outro, orbitando sempre, porém, sobre as questões de família, fé e educação. Foi um tempo totalmente espontâneo de compartilhamento de vida, de experiências e de mútua edificação. Daí em diante algumas já retornaram às suas cidades. À tarde passeamos, com aquelas que ainda ficaram mais um pouco, no Castelinho Caracol e tivemos algumas boas horas juntos.

Por fim, voltamos para casa, eu e minha família, ao fim da tarde, completamente mortos de cansaço (eu e Gustavo, no caso), mas muito gratos a Deus por esse tempo de crescimento compartilhado, comovidos com as tantas demonstrações de carinho que recebemos (quantos presentes lindos!) e felizes pelos vínculos criados e estreitados neste final de semana que passou voando.

Tenho plena ciência de que minhas palavras não fazem justiça ao primeiro encontro. Mais adequado seria se as próprias Penélopes dissessem o que acharam. De todo modo, porém, fica aqui o registro desse momento especial que encerra o primeiro ano de atividades d’A casa de Penélope, e fica também o convite para que você venha participar conosco, presencial ou virtualmente, no próximo.

As inscrições para participar das leituras de 2018 já estão abertas. Confira aqui. Não perca tempo (nem o prazo)!

Abaixo, algumas fotinhos.