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A importância das boas músicas

Tem se tornado cada vez mais difícil passar por aqui e compartilhar coisas que acho que são úteis ou importantes para as famílias homeschoolers. São muitos os projetos nos quais estamos envolvidos, e há ainda novas coisas surgindo, por isso, pela necessidade de priorizar, o blog, que foi o começo de tudo, acaba ficando para trás. Ainda assim, porém, quero compartilhar com vocês algumas coisas bonitas que temos usado e feito por aqui.

Eu e Gustavo, na vida adulta, nunca fomos apreciadores de músicas populares. Sempre que colocamos alguma música, ou é clássica, ou é sacra. Raras vezes Gustavo varia um pouco o repertório acrescentando alguma música regional gaúcha ao menu. Por isso, desde sempre, nossos filhos foram acostumados com boas músicas, ainda que não saibam os nomes dos compositores/autores e das músicas, pois fazemos tudo de maneira muito tranquila e informal.


Assim, vindo a complementar um pouco mais esse hábito, recebemos de uma amiga a indicação de um excelente livro que agora passo adiante para vocês. O llivro é A música erudita, de Ibrahim Abrahão Chaim. 

Obviamente a obra não é completíssima, pois, como em toda seleção, alguns autores ficam de fora, mas vejam vocês como os temas abordados realmente suprem muitas carências, pois fazem conhecidas coisas que, para quem é leigo, podem soar bastante difíceis de entender. Chloe têm adorado e já leu boa parte dele.

Além do livro, recomendo ainda um cd disponível no archive.org chamado A Child’s Introduction to the Orchestra onde há uma música para apresentação de cada um dos instrumentos. É perfeito para quem não conhece ou não consegue distinguir os sons deles, mas, sobretudo, é divertido para as crianças menores.

Para quem ainda não entende a importância de ensinar esse tipo de coisa às crianças, ou melhor, para quem não entende a importância de expô-las a boas músicas e protegê-las dos lixos sonoros que nos cercam, deixo aqui um trechinho de uma aula do prof. Luiz Gonzaga de Carvalho Neto na qual ele explica melhor a questão.

Por último, deixo ainda uma sugestão que alia boa música a desenhos antigos: escreva Silly Simphony Compilation no youtube, escolha um álbum e divirtam-se. Ainda não assistimos todos aqui em casa, mas dos que vimos, gostamos. São fábulas clássicas musicadas, ou então histórias bobinhas com músicas incríveis. O único que não deixo as crianças assistirem é o The Skeleton Dance. Então, pais, antes de colocarem as crianças a assistir, assistam primeiro, por favor, e vejam o que é e o que não é adequado a elas, ok?

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Lista de filmes e desenhos

Conforme expliquei no programa do dia 27, “Zero TV”, não extinguimos o uso completo de desenhos e filmes, mas sim da TV. Ou seja, baixamos da internet aquilo que gostamos de assistir e permitimos que as crianças entretenham-se com algo desse tipo quando achamos conveniente, cerca de 2 ou 3 vezes por semana, durante um período de tempo limitado.
No próprio programa, fiz uma pequena lista de filmes e desenhos que são liberados aqui em casa, mas depois lembrei-me de alguns outros que não citei na ocasião, por isso achei por bem publicar uma lista mais completa aqui:

Filmes:
As crônicas de Nárnia (os três filmes);
A lenda dos guardiões;
Ratatouille;
Kung Fu Panda.

Desenhos:
Desenhos bíblicos;
Piggley Winks;
O pequeno príncipe (versão antiga);
Bob, o construtor;
Thomas e seus amigos.

Se chover, você já tem aí boas indicações para o final de semana. 😉

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Nossa vida sem TV (2)

Queridos, as últimas duas postagens têm dado um retorno que eu não imaginava. Muitas pessoas demonstraram, não só através de comentários aqui no blog, mas também de emails e mensagens no facebook, o interesse em lidar de um modo diferente com a TV em suas famílias. Pensando nisso, resolvi compartilhar com vocês o vídeo da Profa. Margarita Noyes, onde ela relata como ela e o marido, assim que casaram, decidiram não ter TV em casa. Para quem não sabe, a Profa. Margarita é a professora de inglês do Prof. Olavo de Carvalho e também é mãe de quatro filhos, todos educados em casa e hoje já adultos bem-sucedidos. 

Deixo também aqui mais uma nota a respeito de nossa experiência neste assunto: as crianças não foram completamente privadas de assistir a desenhos e filmes. Nosso procedimento tem sido o de assistir previamente ou nos informarmos antes sobre os conteúdos dos desenhos e filmes. Assim, de tempos em tempos, eles assistem alguma das duas coisas no computador. Alguns dos filmes favoritos são a trilogia de “As crônicas de Nárnia” (não recomendo às crianças muito pequenas ou muito impressionáveis por conta dos monstros e cenas de guerra; aqui, no entanto, o sucesso é total) e “A lenda dos guardiões”. Já os desenhos favoritos são os desenhos bíblicos e Piggley Winks, ambos disponíveis no youtube.
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Revolução cultural para baixinhos

Iludem-se aqueles que imaginam que as cartilhas e livros governamentais são os únicos materiais nocivos dos quais nossas crianças precisam ser protegidas. Sim, neles há toda sorte de erros, de concepções ideológicas travestidas de “fatos”, estímulos às drogas, ao desenvolvimento prematuro da sexualidade, entre outras coisas. No entanto, nossos adversários são bem mais espertos do que isso e seus braços são bem mais longos também.

Não raras vezes vejo pais e mães comemorando o interesse dos filhos em livrinhos infantis. Dizem, aliviados, que os filhos gostam de ler, que pegaram gosto pela coisa, que serão estudiosos e por aí vai. O problema é que poucas vezes os pais têm o mesmo entusiasmo para averiguar o tipo de conteúdo presente nos livrinhos e a respectiva mensagem que eles transmitem. Tal imprudência é mais ou menos o mesmo que deixar a criança entregue à TV, alegando que, afinal de contas, trata-se de um inofensivo canal de TV a cabo infantil.

Os engenheiros sociais sabem que juntamente com a influência dos pais (cada vez menor, dado o esfacelamento das famílias e as altíssimas cargas horárias de atividades que as crianças cumprem, hoje em dia, fora do cuidado e da supervisão familiar), a influência exercida sobre o imaginário infantil através das histórias, desenhos, fábulas e até músicas será decisiva para a construção do tipo de “cidadão” desejável. Não por acaso vivemos em uma época em que a nova moda é desconstruir os velhos contos e reescrevê-los, esvaziando-os totalmente dos ensinamentos morais e espirituais que auxiliavam no desenvolvimento, manutenção e fortalecimento das virtudes características da cultura judaico-cristã. 

Como exemplos concretos daquilo a que me refiro, citarei apenas dois casos, dos mais óbvios dentre muitos outros e mais sutis:


Super Why



Super Why é um desenho exibido no Discovey Kids Brasil, um canal de TV a cabo voltado para o público da primeira infância, desde bebês até crianças por volta dos seis anos de idade. Sob o pretexto de ensinar novas palavras às crianças, expandindo seu vocabulário, o Super Why reescreve os contos clássicos, tais como “O lobo mau” e “João e o pé de feijão”, alterando-lhes por completo o sentido. No episódio, por exemplo, do lobo mau, que é a representação alegórica do pedófilo, o lobo é transformado na raposa legal, de modo que todo o desenrolar da trama original é adulterado, e, portanto, a moral da história, que pretendia alertar as meninas para os perigos das conversas com homens desconhecidos, é perdida.

The night dad went to jail
 

Lançado em 2011, nos EUA, o livrinho acima, cuja tradução do título poderia ser “A noite em que papai foi para prisão”, faz parte de uma série chamada Life’s Challenges, da Capstone. Como vocês podem imaginar, a proposta do livro é bastante explícita em sua intenção de ajudar as crianças a lidar com problemas reais e cada vez mais comuns nas famílias (se você não se chocou com o que acabei de escrever, por favor, faça soar o alarme). A obra, bem como a série da qual faz parte, não receberam, até onde pude averiguar, tradução para a língua portuguesa, mas se não o receberam, certamente apontam para uma nova tendência e para um novo nicho do mercado editorial infantil. Já pensaram no quão úteis podem ser historinhas como “O dia em que mamãe virou prostituta”, “Quando meu irmão tornou-se um dependente químico” e coisas semelhantes?

Em outras palavras, não basta apenas que as crianças adquiram o hábito da leitura ou assistam a programações pretensamente selecionadas de acordo com a idade em que estão. Não. É preciso que adquiram o hábito da leitura lendo boas obras, preferencialmente mais antigas e clássicas, as quais ainda transmitem a riqueza do patrimônio imaginativo e cultural sobre o qual se assenta o Ocidente. Investindo em obras desse tipo, que geralmente encontram-se disponíveis em sebos a preços bem mais em conta do que os últimos lançamentos editoriais, bem como investindo em brinquedos e jogos que realmente estimulem a imaginação e a participação das crianças, não haverá tanto tempo nem tanto desejo de programas de TV. Além disso, é preciso que tenhamos sempre claro que, assim como a qualidade daquilo que comemos afetará nossa saúde física, assim também a qualidade daquilo que lemos, assistimos e ouvimos repercutirá sobre nossa saúde psíquica, moral e espiritual. Os engenheiros socias sabem muito bem disso. Mas e nós, pais e mães brasileiros?