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Prólogo da obra “Homeschooling Católico”, de Mary Kay Clark


Pais, caso alguns de vocês sintam-se inclinados a pensar que o conteúdo deste livro, Homeschooling Católico, é exagerado ou distorcido, permitam-me, enquanto sacerdote, compartilhar com vocês algumas experiências. 
Eu sei o que é servir a mesma paróquia como cura assistente e depois como pároco, em ambos os casos dando aulas semanalmente a alunos da primeira à décima segunda série. Eu sei o que é ensinar em uma escola católica onde as crianças costumavam aprender os princípios básicos da Fé Católica, para, anos mais tarde, após o Concílio Vaticano II, retornar e descobrir que as crianças desta mesma escola agora sabiam praticamente nada sobre o Catolicismo. Eu sei o que é ser nomeado pároco de uma comunidade e descobrir, logo à minha chegada, que os adolescentes da Confraternidade da Doutrina Cristã (CDC) não viam diferença entre o Catolicismo e as “grandes religiões mundiais”, a saber, Islã, Budismo e Hinduísmo. Eu sei o que é ser responsável por ainda outra paróquia onde os professores do CDC entendiam como “ecumenismo” não ensinar que a Igreja Católica é a Verdadeira Igreja. Eu sei o que é ministrar um workshop de dois dias a um público de padres, tendo como tema a educação religiosa dos jovens, em uma das universidades católicas de maior prestígio dos Estados Unidos, e ter de ouvir de alguém de dentro da universidade que eu não tinha o direito de insistir que se ensinasse à juventude que a Igreja Católica é a Verdadeira Igreja. 
Fui professor em minha comunidade paroquial desde minha ordenação, ensinando turmas da primeira à décima segunda série ao longo de todo o ano letivo. Assim como o bispo é o primeiro professor da Fé na diocese, a condição de padre faz de mim o primeiro professor da comunidade, e eu gostaria de saber o que está acontecendo em nossas salas de aula. Fui ordenado quando tudo estava em seu devido lugar: escolas católicas eram escolas CATÓLICAS. Crianças e adolescentes conheciam os princípios básicos da fé. 
Doze anos após ser transferido da paróquia na qual primeiro servi, fui enviado novamente a ela na condição de pároco, e descobri que as crianças da escola primária católica agora desconheciam os princípios da Fé. Os alunos católicos da escola secundária local, a maioria dos quais haviam estudado na escola primária da paróquia, não faziam ideia de que na Santa Eucaristia nós recebemos o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo. Eles não sabiam que a Missa reproduz através dos tempos o Sacrifício da Cruz. Eles desconheciam os conceitos de pecado mortal ou venial e a obrigatoriedade da Missa Dominical. E, o que é pior, seus pais ignoravam o fato de que seus filhos sabiam pouco ou quase nada da Fé. Eles haviam delegado a terceiros, integralmente, seu próprio dever primordial de educar e formar seus filhos, e nem sequer se deram ao trabalho de verificar se estes estavam aprendendo os princípios da Fé, pois acreditavam que alguém faria isto em seu lugar. 
Quando eu era um padre recém-ordenado, minha grande paixão, depois de oferecer o Santo Sacrifício da Missa e administrar os Sacramentos como atos de Jesus Cristo prolongados no tempo e no espaço, era a educação e a formação de crianças e adolescentes. Mesmo após todos esses anos no Santo Sacerdócio de Cristo, minhas prioridades continuam as mesmas. Considero meu trabalho de educar e formar crianças como um auxílio à tarefa primordial dos pais e como uma extensão do meu dever de pregar o Evangelho de Jesus Cristo. 
Tendo escrito para a imprensa católica, eu sei o que é receber milhares de cartas de pais católicos de todas as partes dos Estados Unidos. Ocorreu com frequência, ao longo dos últimos 25 anos, estes pais descobrirem tarde demais que nas escolas católicas seus filhos não estavam aprendendo princípios católicos, mas heresias. Eis alguns exemplos: 
“Temos oito filhos. A escola católica primária e secundária roubou da Verdadeira Fé nossos cinco mais velhos, mas o mesmo não acontecerá com os outros três. Estes estão estudando em casa conosco.” Ou: “Padre, em nossa escola local, as crianças estão aprendendo em nome da Igreja Católica coisas que nós sabemos serem contrárias ao Catolicismo. Estaremos pecando se as tirarmos dessa escola?” Minha resposta: “Você está fazendo a pergunta errada. O correto seria perguntar: ‘Qual minha responsabilidade, se não as tirar de lá?’” 
Ouço, com frequência, a seguinte resposta: “Mas a alternativa, na escola pública, é ainda pior. Faltam disciplina, moral, etc… Como devo proceder?”
Posso, agora, responder a essa questão com: leia o livro Homeschooling Católico, da Dra. Mary Kay Clark, e você saberá qual caminho deve tomar, obrigatoriamente.” 
O Concílio Vaticano II não foi responsável pelos abusos tão extremos que vemos hoje em dia. Um Concílio Ecumênico é inspirado pelo Espírito Santo. Há, também, algumas exceções notáveis ao que escrevi acima a respeito do fracasso do ensino da Fé nas escolas católicas. Ainda restam algumas boas escolas católicas, embora não em grande número. Há também padres bem informados, e há os que não tomam notícia do que se passa em seus programas de Confraternidade da Doutrina Cristã ou nas escolas católicas de suas comunidades. Estes, assim como os pais, acostumaram-se a delegar suas responsabilidades a terceiros. 
Alguns padres simplesmente não compreendem a obrigação dos pais de ensinar seus filhos. “Não queremos essa revista na biblioteca de nossa paróquia. Ela defende o homeschooling.” Isto foi o que ouvi de um padre sobre a revista familiar da qual sou editor. “Essas pessoas são esquisitas. Seus filhos estudam em casa. Elas prejudicam o desenvolvimento de seus filhos ao submetê-los ao homeschooling.” 
Afirmações desse tipo – feitas por leigos, religiosos e padres – são contrárias à autêntica Fé Católica. Mesmo alguns padres expõem sua ignorância dos ensinos da Igreja e dos documentos do Concílio Vaticano II, quando não reconhecem a validade e a importância do homeschooling. 
A Declaração sobre a Educação Cristã do Vaticano II deixa bem claro:
Os pais, que transmitiram a vida aos filhos, têm uma gravíssima obrigação de educar a prole e, por isso, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores (11). Esta função educativa é de tanto peso que, onde não existir, dificilmente poderá ser suprida.*
Quando o presente livro, Homeschooling Católico, me caiu nas mãos, e após ler a “Introdução”, a qual considerei uma análise exata dos problemas que enfrentamos hoje, o capítulo que li em seguida foi “O Papel do Pai no Homeschooling”. Em minha fala no Simpósio Internacional para o 75º Aniversário de Fátima – localidade onde Nossa Senhora apareceu como catequista e Mãe da Evangelização – eu creditei muito da responsabilidade pela crise atual da fé aos pais de nossas famílias. A crise da fé é algo que vem maturando há muitos séculos, desde a Revolta Protestante e as causas que
a ela levaram. Os pais católicos têm negligenciado largamente seu papel, ao mesmo tempo em que as mães têm com igual frequência sucumbido ao Movimento Feminista. 
O capítulo que em seguida chamou minha atenção foi “O Problema da Socialização”. Esta é a primeira objeção que costumo ouvir a respeito do homeschooling. Curioso: por muitos anos, acompanhei durante quatro semanas centenas de jovens de todas as partes dos Estados Unidos e do Canadá até Fátima, e jamais notei qualquer problema social com aqueles que estudavam em casa. Percebi neles, ao contrário, uma maturidade que não via nos demais. 
Mais adiante, meus olhos pousaram sobre o capítulo “Disciplina da Família Católica Homeschooler”. Durante as peregrinações à Europa com os jovens, pude notar que aqueles com melhor autodisciplina, capazes de compreender imediatamente o motivo de estarmos na terra de Maria e o que eu buscava levando-os até lá, eram, frequentemente, os que estudavam em casa. São sempre eles (digo: sempre) os jovens que conhecem sua Fé em profundidade e podem discuti-la com inteligência. São filhos motivados de pais motivados. É com motivação que eles vêm experimentar a Igreja enquanto Una, Santa, Católica e Apostólica. 
Após observar os modernistas, os dissidentes dentro da Igreja e o secularismo crescente que tem invadido nossas paróquias – e obtido considerável sucesso em nossas escolas – Fulton J. Sheen disse: “São os leigos que salvarão a Igreja.” Posso afirmar, com base em meu próprio trabalho como padre e jornalista ao longo dos últimos 25 anos, que o que preservou meu otimismo quanto à prevalência da verdade e ao triunfo do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria foram os milhares de bons pais de todo o país com quem mantive contato; pais seriamente preocupados com dar a seus filhos uma educação e uma formação segundo o verdadeiro Catolicismo.
Ao final de suas peregrinações com a “Juventude por Fátima”, era comum os jovens dizerem: “Agora não estou só. Agora sei que existem muitos outros jovens em todo o país que estão aprendendo com seus pais os mesmos valores católicos que eu mesmo tenho aprendido em casa.” 
Pais, vocês não estão sozinhos ao praticar homeschooling! Eu venho escrevendo há 30 anos sobre educação e formação católica, sobre o dever dos pais enquanto principais educadores de seus filhos e sobre a necessidade de se manter a fidelidade ao Magistério. Cerca de um quarto de século atrás, uma mãe católica instou-me a abandonar meus apostolados a fim de estabelecer programas de homeschooling, o que significaria abandonar também minha função de pároco. Esta mãe e alguns outros pais católicos, desesperados porque não havia boas escolas, públicas ou católicas, vinham utilizando programas de homeschooling tais como os produzidos pelos Batistas. Eles esforçavam-se para adaptar à doutrina católica estes programas essencialmente protestantes. Em minha visão, era uma prática arriscada, na melhor das hipóteses. Agora, porém, temos nosso próprio homeschooling católico. E é compreensível que este tenha sido produzido por leigos.
Estamos ainda na infância do homeschooling em nossos tempos modernos. Mas o homeschooling ele mesmo é tão antigo quanto a Igreja. Houve um tempo em que a Divina Liturgia e o lar eram os principais e únicos professores da Fé. Se nossas escolas católicas, as quais fizeram tão nobre contribuição no passado, falharam em alguma área em especial, foi em comunicar aos pais que eles são os principais educadores e formadores de seus filhos no que diz respeito à Verdadeira Fé, e que é praticamente impossível substituí-los nessa função.
Pe. Robert J. Fox, Apostolado Família de Fátima
Trad. Lorena Miranda Cutlak

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* In: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decl_19651028_gravissimum-educationis_po.html

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Governo deixa família em “milhões de pedaços”

A Suécia, um país elogiadíssimo entre nós, brasileiros, pela honestidade de seus políticos, pela liberalidade do estilo de vida dos seus cidadãos e pelo seu laicismo, há sete anos mantém cativo o menino Domenic, que nunca mais pôde ver seus pais, sob a alegação de praticar a perigosíssima educação domiciliar.

Sem sombra de dúvida, uma das histórias mais tristes que já acompanhei. Uma história que mostra bem o quanto um Estado de poder incontrolável (o sonho de todos os esquerdistas) não dá a mínima para os indivíduos, muito menos para as crianças, e se precisar destruí-las não pensará duas vezes.
Tradução de Mariana Belmonte

Corte não autoriza que pais homeschooolers sequer 
vejam o filho sequestrado pelo Estado.
A Suprema Corte sueca recusou-se a deixar que o casal Johansson visse seu filho de 14 anos de idade, que foi basicamente “sequestrado pelo estado” e levado por assistentes sociais quando ainda tinha apenas 7 anos de idade, simplesmente porque era educado em casa.

A notícia sobre a decisão vem da Home School Legal Defense Association (HSLDA, Associação Americana de Defesa Legal de Homeschoolers) que, junto com outros grupos, incluindo a Aliança em Defesa da Liberdade (ADF, Alliance Defending Freedom) e a advogada Ruby Harrold-Claesson, do Comitê Nórdico de Direitos Humanos, tem trabalho no caso envolvendo o menino Domenic Johansson.

Ele, com então sete anos de idade, foi tirado à força de um vôo comercial em que estava com seus pais de mudança da Suécia para a Índia, país natal da mãe. As primeiras alegações foram de que ele era educado em casa, o que era legal na Suécia naquele momento, embora oficiais tenham acrescentado alegações de que suas vacinas não estavam em dia e que ele precisava de obturações em seus dentes.

O site WND (World Net Daily) noticiou dias atrás que a família estava pedindo à Suprema Corte do país para revisar o que havia descrito como um ataque vicioso à família por oficiais do governo. Os pais, Christer e Annie Johannson, não têm a custódia do seu filho desde que ele foi levado pela polícia e assistentes sociais, e não estão sequer autorizados a vê-lo desde 2010.

Harrold-Claesson informou à HSLDA que a corte recusou o apelo. Ela disse que a corte respondeu quase imediatamente após o registro do apelo, indicando que a rejeição já estava preparada de antemão. “Esta decisão não é realmente uma surpresa”, ela disse ao HSLDA, “porque o sistema sueco defende seu poder sobre cada indivíduo, e defende seus agentes mesmo quando cometem os menores crimes.”

Michael Donnelly, diretor da Organização Internacional de Alcance Global dos Homeschoolers, disse: “Este é mais um exemplo da mesma indiferença fria e insensível da Suprema Corte Sueca que vimos no passado. Esta corte teve múltiplas oportunidades de corrigir uma grave injustiça, e em todas as vezes eles se recusaram.” Ele continua: “O governo sueco destruiu esta família e, tristemente, mesmo que a corte concordasse em ouvir o caso e rever a decisão, o dano já foi causado e é vitualmente irreparável.”

Os pais ainda vivem na ilha de Gottland e presumem que seu filho more na mesma região sob custódia do governo, mas eles nunca foram autorizados a visitá-lo. Há dois meses, Christer postou no Facebook que era aniversário de Domenic: “Nós gostaríamos de parabenizá-lo, mas não podemos, ou, para dizer a verdade, não somos autorizados.”

Donnelly diz que o trabalho em nome dos Johanssons continuará. “É a coisa certa a se fazer e, com isto, poderemos ajudar outras famílias. Mas a realidade dura e fria é que a família Johansson foi, como o próprio Christer disse uma vez, ‘partida em um milhão de pedaços’. Nossos corações também devem se solidarizar com esta família e com outras que lidam com situações similares.”

Roger Kiska, o consultor senior da ADF, afirma que o caso revela a severidade da condenação européia ao homeschooling, a exemplo de Adolf Hitler, um dos primeiros a banir a educação domiciliar e requerer que os estudantes estivessem sob doutrinação do governo durante seus anos formativos. “Domenic deveria ter sido devolvido à família há muito tempo, se não fosse a severidade burocrática do sistema Sueco de Proteção da Criança”, ele diz. “O comportamento dos oficiais do governo tem sido repreensível, e o fato de que a Corte Européia de Direitos Humanos não tenha se engajado neste caso é preocupante.” Ele ainda diz que sua organização continuará a chamar a atenção do governo sueco para que “corrija esta injustiça”.

O site WND relatou o caso no seu começo e há uma semana reportou que os advogados da família estavam argumentando que “a declaração de Direitos Humanos das Nações Unidas reconhece a família como a unidade fundamental da sociedade com direito à proteção do estado e também contra ele.”

A HSLDA resumiu o caso: assistentes sociais que estavam enfurecidos com a educação domiciliar, que era legal na Suécia naquela época, usaram a polícia para levar o menino à força e depois acrescentaram alegações de que havia problemas com as suas vacinas e seus dentes. Então, assistentes sociais, ajudados pelas cortes locais, simplesmente mantiveram Domenic sob guarda do estado. “Imagine morar a apenas algumas milhas do seu filho mas ser impedido, pela autoridade do governo, de sequer vê-lo por muitos anos”, diz a HSLDA. “Essa é a trágica história da família Johansson, que educava em casa na Suécia quando decidiram se mudar para a Índia, país de origem de Annie Johansson. Os três estavam sentados em um vôo comercial em Junho de 2009 quando, momentos antes da decolagem, policiais e assistentes sociais embarcaram no avião e levaram Domenic à força.”

Depois de anos de lutas na justiça, em dezembro de 2012 a corte transferiu a custódia de Domenic para o estado, e a Corte Européia de Direitos Humanos rejeitou os apelos submetidos para seus oficiais. A decisão mais recente do corpo internacional de direitos humanos diz que “os aplicantes falharam no cuidado físico e psicológico de Domenic.” Ela ainda alega que Domenic “não foi autorizado pelos pais a ir para a escola” e estava “isolado”.

O WND também noticiou que especialistas legais argumentaram que os oficiais suecos violaram múltiplos direitos humanos, garantidos em tratados internacionais dos quais o governo sueco é parte: o direito dos pais de dirigir a educação de seus filhos e a vida familiar, o direito ao devido processo legal, à livre movimentação e outros.

“A apreensão da criança sem uma ordem judicial válida, retirada de um avião em que estava legalmente autorizada a estar, a detenção em guarda estatal sem praticamente nenhum contato com sua família e, finalmente, a rescisão dos direitos paternos são claras violações dos direitos humanos básicos.”, diz Michael Farris, fundador e diretor da HSLDA e mestre em direito público internacional pela Universidade de Londres.

Oficiais suecos se recusaram várias vezes a responder às perguntas do WND. Inúmeros especialistas e advogados descreveram o incidente do avião como um exemplo descarado de “sequestro pelo estado”.

Quando uma decisão favorável aos pais foi emitida pela corte durante o andamento do caso, os oficiais do governo simplesmente mantiveram a custódia de Dominic até conseguirem que a decisão fosse revertida.

Como a WND tem noticiado por anos, a família Johansson não está sozinha na batalha contra as autoridades suecas pelo direito de educar em casa. Muitas famílias já fugiram para outros países, inclusive a de Jonas Himmelstrand, chefe da Associação Sueca de Educação Domiciliar (ROHUS), que foi para a Finlândia com sua esposa e filhos.

Texto original em:http://www.wnd.com/2015/12/government-leaves-family-broken-into-a-million-pieces/#W2kQVTGyzTDjLpKJ.99

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Sites conservadores e cristãos são bloqueados em escola nos EUA

Tradução de Marco Carrero

Escola bloqueia sites Conservadores e Cristãos; Libera sites de cunho esquerdista, além de possibilitar o acesso a sites de conteúdo Islâmico.

19 de Junho 2014, por Jennifer Burke

Na medida em que a esquerda assumiu o sistema escolar, eles têm frequentemente sido acusados de usarem esse local como um meio de doutrinação para as mentes mais vulneráveis, as dos nossos filhos. Com inúmeras histórias de aulas cujo núcleo comum é o ensino anticapitalista, anticonservador e ideias anti-americanas, a preocupação com a doutrinação cresceu. 

Temos uma nova história em Connecticut que oferece uma prova de quão longe o esquerdismo dominou o sistema escolar, empurrando sua ideologia unilateral para a nossa juventude, em uma tentativa de controlar seu pensamento. 


A filial da Fox News, em Connecticut, preparou uma reportagem sobre os resultados das pesquisas feito por Andrew Lampart, que frequenta a Escola Secundária de Nonnewaug, no Distrito Escolar de Woodbury. Como ele estava preparando uma pesquisa a fim de participar de um debate, Lampart descobriu que não podia acessar o site da Associação Nacional de Rifle. No entanto, ele pôde acessar sites que são contra a Segunda Emenda, como o www.momsdemandaction.org e www.newtownaction.org. 

Ao investigar mais a fundo, Lampart notou um padrão. 

O site do Partido Republicano foi bloqueado, mas o site do Partido Democrata não estava. 

Sites como National Right-to-Life (www.nrlc.org) foram bloqueados, mas o Planned Parenthood (www.plannedparenthood.org) e Pro-Choice America (www.prochoiceamerica.org) não estavam. 

O distrito escolar ainda teve sites afiliados religiosos como Christianity.com e o site oficial do Vaticano bloqueados, mas os estudantes podiam acessar Islam-guide.com livremente. 

Lampart, que tem 18 anos de idade, disse: “Eles estão tentando, na minha opinião, esconder de nós o que está realmente acontecendo em todo o país e ao redor do mundo, bloqueando esses sites. E deveria ser o contrário. Os sites devem ser desbloqueados para que os estudantes possam obter diferentes pontos de vista dos diferentes lados de cada argumento.”

Ele levou suas conclusões ao superintendente regional, mas suas preocupações caíram em ouvidos surdos. Após a ausência de resposta do Superintendente, Lampart decidiu ir ao Conselho de Escolar. O Presidente do Conselho afirmou que a diretoria da escola irá investigar as descobertas de Lampart e diz que apreciou que Lampart tenha levantado essa importante questão. 

ASSISTA, no vídeo, a reportagem sobre a investigação de Lampart e a resposta do distrito.

Para ler a matéria original, clique aqui.

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Um ano Encontrando Alegria!

Hoje, dia 05 de maio, o blog completa um ano de atividade! Foram mais de 100 posts, mais de uma centena de comentários, mais de 75 mil acessos nestes doze meses de existência – o que é bastante se considerarmos a combinação: os assuntos normalmente abordados (educação e criação de filhos) e o país onde estamos.
Como agradecimento você, meu leitor, que tem nos acompanhado em nossa jornada cristã e homeschooler, publico aqui a tradução de um artigo que traz referências fundamentais àqueles que querem compreender o modelo educacional vigente ao redor do mundo em nossos dias, bem como os resultados por ele almejados e obtidos. Trata-se de um autor recomendado pelo Prof. Olavo de Carvalho e ainda totalmente inédito em nosso país.

A tradução é uma aventura minha em parceria com a querida e competente Helena Yoshima, do veleiro Amar Sem Fim. Sem a ajuda dela eu não teria conseguido. A revisão é do nosso amigo Renan Martins dos Santos, editor da Revista Terminal, na qual o presente artigo será publicado ainda este mês, juntamente com muitos outros tão bons quanto.

Aproveite o artigo, baixe, comente e compartilhe! As fontes citadas por Gatto merecem e necessitam de investigação, assim como seus demais artigos e livros precisam de tradução para o português.

Mais uma vez, muito obrigada pelo apoio, pelo incentivo, pelas histórias compartilhadas e especialmente pelas orações. Que Deus nos possibilite prosseguir pesquisando, escrevendo, denunciando e publicando conteúdos úteis a todos!

Grande abraço!

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Currículo Acadêmico “sexualiza” crianças de escolas americanas

Comentário prévio:
Diferentemente do que podem pensar alguns, os EUA também têm enfrentado uma série de graves problemas em seus materiais didáticos. No entanto, lá, ao contrário daqui, os pais reagem, protestam, mobilizam-se e vão às origens do problema, isto é, ao CCSS, órgão que seria o equivalente ao nosso MEC. 
Que nos sirvam de inspiração diante dos tantos abusos do Ministério da Educação e Cultura.
por Mary Jo Anderson (tradução: Helena Yoshima)

O distrito estudantil de Newburry, Nova Iorque, retirou um livro da nona série, considerado pelos professores como sendo “pornográfico”. Uma mãe no Arizona iniciou uma avalanche de protestos que forçou escolas do Arizona a retirarem de circulação um livro na decima-primeira série que exibia adolescentes em relação sado-masoquista. Um superintendente de uma escola católica admite que havia dois livros de primeira série, sobre famílias – que incluíam fotos de casais homossexuais – listados no website de currículo acadêmico católico (Common Core Catholic Identity Initiative), um recurso nacional para escolas católicas. Tais livros sobre “famílias” – “The Family Book” e “Who’s in a Family” – foram removidos do site após protesto dos pais.
Por toda a nação, em escolas públicas e católicas, pais e professores encontraram conteúdos sexuais impróprios nos exemplares recomendados pela CCSS – Common Core State Standards (Normas Estatais de Currículo Acadêmico). Em alguns casos o conteúdo ofensivo é retirado. Em outros, é sugerido aos pais opções como ” escolho não participar” para seus filhos. No entanto, a questão que sobressai é, por que tanto material perturbador tem sido elaborado sistematicamente dentro dos textos recomendados pela CCSS (Normas Estatais de Currículo Acadêmico)? Um grupo pequeno de ideólogos não-eleitos deveria ter poder nacional para decidir que americanos da primeira série deveriam ser expostos a “famílias” homossexuais, ou, que alunos da nona série recebam pornografia sob o disfarce de literatura? Estas perguntas e os exemplos listados a seguir clamam por uma analise delicada e cuidadosa dos pais, e um retorno ao controle local dos distritos educacionais.

Sob as exigências do currículo acadêmico de Nova Iorque, trechos do livro “Black Swan Green” são leitura exigida para alunos da nona série. “Black Swan Green” apresenta um garoto de 13 anos como narrador que descreve graficamente as genitais do pai e um ato sexual. Foi-se sugerido que como nem todos os trechos contêm explicitamente material sexual, alguns alunos leriam apenas as partes do livro que foram exigidas. Outros zombam da ideia de que uma vez que os livros estão sob posse dos alunos, o material sexual com gráficos seria ignorado. Realmente, a própria CCSS direciona os professores aos textos na íntegra: “Quando os trechos aparecem, eles servem apenas como substitutos ao texto integral.”. A CCSS exige que os alunos se envolvam com trabalhos complexos informativos e literários; tal complexidade é encontrada melhor nos textos completos, do quem nas passagens de tais textos.
Jen Constablie, uma professora de inglês no distrito estudantil de Newburgh, salientou que esta questão não se limita a apenas um livro problemático. “Pelo menos três dos livros listados nos módulos (currículos), contêm passagens usando linguagem e imagens visuais impróprios, que a maioria das pessoas consideraria pornográficas”, disse Constabile. Outros professores observaram que esta situação e outras semelhantes, são exemplos de falhas sistêmicas nos currículos alinhados a CCSS. O distrito educacional espera devolver um valor de US$6.000,00 de envio dos livros.

A seleção mais alarmante da CCSS é, de longe, o romance “The Bluest Eye”, da autora Toni Morrison, vencedora do prêmio Pulitzer. “The Bluest Eye”, agora banido de vários distritos estudantis, é uma representação explicita de estupro, incesto, violência sexual e pedofilia. O pedófilo, chamado Soaphead Church, declara que Deus é sua inspiração, “Eu trabalho somente através do Senhor. Ele as vezes me usa para ajudar as pessoas.”.
Pior, entretanto, é que o romance é escrito em solidariedade ao pedófilo. Morrison defende sua personagem, e supostamente escreveu a história para que o leitor se torne um “co-conspirador” juntamente ao pedófilo. De acordo com Macey France, co-fundadora do “Stop Common Core Oregon” (Pare o Currículo Acadêmico de Oregon), Morrison, “diz que ela queria que os leitores sentissem como se fossem “con-conspiradores” junto com o estuprador. Ela teve o cuidado de se certificar de nunca apresentar as ações como erradas, com o intuito de mostrar como todas as pessoas têm seus próprios problemas. Ela ainda chega ao ponto de descrever a pedofilia, o estupro e o incesto como “amigável”, “inocente” e “carinhoso”.

Como textos assim são escolhidos?
Do site do CCSS:
“Selecionando textos exemplares
As seguintes amostras de textos servem principalmente para exemplificar o nível de complexidade e qualidade que a Norma exige que se envolvam todos os alunos em determinada faixa de grau. Além disso, eles sugerem a extensão dos textos que os alunos devem ter contato nos tipos de textos exigidos pela Norma. As escolhas devem servir como guias úteis para ajudar os educadores a selecionar textos de complexidade, qualidade e variedade semelhante para suas próprias turmas.”

Nenhum grupo de pais ou professores se opõe a um material de leitura que inclua complexidade e qualidade. A questão com relação aos exemplares escolhidos pela CCSS está relacionada a “variedade” do material e a adequação etária e contextual do mesmo.

O Conselho de Supervisores e Administradores Escolares (Nova Iorque), que revisou um texto recomendado, “Make Lemonade”, ficou perturbado com o “conteúdo e linguagem sexualmente explícitos” do livro. O romance para jovens adultos é parte do currículo CODEX da Scholastic, que algumas escolas municipais (nova-iorquinas) listaram este ano como parte de sua observância junto ao CCSS. Algumas passagens “preocuparam membros da união, incluindo debates de sexo e drogas,” diz a porta-voz, Antoinette Isable-Jones. Isable-Jones também disse que a união dos diretores buscou mais informações sobre quem e como a cidade escolheu os materiais recomendados para as escolas.
Foi dito aos membros que “Make Lemonade” é uma opção e que os pais tinham liberdade de expressar suas preocupações aos respectivos diretores. “O romance tem sido altamente indicado para as séries de sexto ao oitavo ano e é apenas um entre muitos romances dentre os quais os professores podem escolher para material de leitura”, observou Erin Hughes, porta-voz do Departamento de Educação da cidade de Nova Iorque.
Em outro lado do país, Buena High School em Sierra Vista, Arizona, reconheceu a pressão dos pais e removeu o romance sexualmente explicito, “Dreaming in Cuban” de Cristina Garcia. “Dreaming in Cuban” inclui passagens sado-masoquistas. O romance é também um “texto exemplar” na CCSS. Além disso, juntamente com o estudo deste romance, professores e alunos são orientados a visitarem um site que apresenta uma entrevista com Garcia sobre seu mais novo livro – considerado pelos pais ainda mais perturbador.

O livro de Garcia está entre vários outros, os quais os oficiais das escolas sugeriram que os pais simplesmente enviassem um formulário “escolho não participar” em nome de seus alunos, caso fossem contra a seleção. Mas poucos pais são tão inocentes a ponto de pensar que um livro aprovado pela escola, que retrata sexo violento entre adolescentes, não terá efeito algum em ambiente escolar mais amplo. Um pai observou, “Minha filha se misturará socialmente com seus colegas, que absorveram tal livro, mesmo que ela mesma não o tenha lido. Como ela estará protegida da influência daquele livro sob seus amigos?”. Outros ainda se preocupam com o aumento de queixas de sexo entre professores e alunos, e o efeito que um material tão erótico possa ter sob os alunos.

As escolas, especialmente as públicas, já são ambientes de alto risco em algumas comunidades, que têm lutado para controlar as drogas, o bullying e a violência. Tais textos aumentam a violência, gravidez precoce, e uso de drogas entre as crianças vulneráveis e suscetíveis? Tais romances podem ser entendidos como educacionais? Um pai chocado observou que o conteúdo em “Dreaming in Cuban”, se filmado, seria classificado como R-17; mas como é listado pela CCSS, ele é usado nas escolas em “aulas” para adolescentes de 15 anos.
De acordo com um relato para a September Associate Press, Barbara Hansen, anteriormente professora de ensino fundamental em Sierra Vista, descreveu o livro para os oficiais da escola como “pornografia infantil”. “Nós estamos agredindo suas almas com este tipo de material. É um deboche, e simplesmente não é digno dos nossos alunos”, Hansen disse.
Superintendente escolar, Kriss Hagerl, explicou que se o distrito conhecesse o conteúdo dos livros, eles teriam pedido aos professores que escolhessem uma alternativa. “Aprendemos uma lição com isso, e vamos nos certificar de fazer ajustes para que isso não se repita”, Hagerl declarou.
Mas isto acontece. Pais e professores preocupados vêem um padrão. Quando material gráfico ofensivo é levado aos oficiais das escolas, ele é frequentemente removido. Mais frequentemente ainda, no entanto, os oficiais tentam “educar” os pais defendendo a escolha como parte de uma fundação literária ampla que tem o intuito de apresentar aos alunos os ganhadores de prêmios Nobel (Morrison) ou perspectivas multiculturais (Latino e Black). E alguns oficiais mesmo, se sentem pressionados a defender os exemplares da CCSS como parte de sua identidade profissional.
As profundas falhas no sistema de currículo acadêmico e seus exemplares serve para lembrar os cidadãos da sabedoria na Décima Emenda. Educação pertence ao Estado; a comunidade local, onde os padrões da comunidade são melhores decididos pelas pessoas que conhecem seus moradores companheiros.

Uma CCSS nacional, centralizada, inexplicável e sem identidade não conhece nossos filhos. Ela caminha sob uma teoria não comprovada de reforma e experimentação social. Seu objetivo é um trabalhador americano padronizado – uma unidade de trabalhador com tecnologia “ligar e usar”. Nosso objetivo é uma pessoa pensante, um cidadão com educação, cultura.
Texto original extraído do site Crisis magazine.
Sobre a autora:
Mary Jo Anderson é jornalista católica, e palestrante. Ela tem sido convidada frequente de “Abundant Life”, um programa de televisão EWTN, e seu programa de rádio “Global Watch” é ouvido em rádios afiliadas EWTN nacionalmente. Ela escreve regularmente para a revista “Crisis” e é uma correspondente contribuinte para WorldnetDaily.com. Mais artigos e comentários podem ser encontrados em Properly Scared e em Women for Faith and Family. Mary Jo faz parte do conselho de Women for Faith and Family e serviu no Conselho de Diretores Legatus. Com o co-autor Robin Bernhoft, ela escreveu “Male and Female He Made Them: Questions and Answers about Marriage and Same-Sex Unions”, publicado em 2005 pela Catholic Answers. Em 2003, Mary Jo foi convidada pela República Tcheca para discursar a parlamentares sobre o impacto do Feminismo Radical em Democracias Emergentes.