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Teaching the Trivium

Em resposta ao Sidney e, acredito, também a outros leitores, cumpro o prometido e compartilho mais um pouco do Teaching the Trivium com vocês.

Antes, porém, de entrar nas particularidades de cada uma das etapas do método (gramática, lógica e retórica), acredito ser importante ilustrar melhor cada uma das etapas, afinal, o Teaching não traz currículo, mas vasta bibliografia para cada um dos temas abordados e preciosas dicas e esclarecimentos metodológicos. É importante ressaltar também que cada uma das etapas não diz respeito exclusivamente ao tema que lhe dá nome. Trata-se antes, no caso específico do Teaching, de um modo de abordar os diferentes objetos de estudo. 

Assim, a etapa gramatical volta-se sobre o “o que, quem, quando ou onde“, isto é, sobre os fatos essenciais a respeito das coisas; a etapa lógica volta-se sobre o “porquê“, isto é, passa-se a relacionar os fatos essenciais entre si e a compreender as regras dos seus usos e funcionamentos; por último, a etapa retórica refere-se ao “como“, ou seja, trata-se do momento prático, onde o assimilado é posto à prova na realidade. Vejamos alguns exemplos de como as três etapas acontecem nas diferentes matérias:
No português
  1. A etapa gramatical no estudo da língua portuguesa consistirá, por exemplo, no estudo e memorização dos fonemas, do alfabeto, das sílabas, do vocabulário e da pronúncia;
  2. A etapa lógica no português abordará as leis gramaticais propriamente ditas, analisando morfológica e sintaticamente as sentenças;
  3. Na etapa retórica, dominados os fundamentos e assimiladas as regras de funcionamento da língua, o aluno voltar-se-á para a construção de textos, desenvolvimento de ensaios, apresentação de discursos, declamação de poesias, etc.

Na matemática

  1. A etapa gramatical no estudo da matemática incluirá os nomes dos números, a memorização das sequências numéricas, a memorização de alguns cálculos de adição, subtração, multiplicação e divisão, sistemas de medidas tais como distâncias, pesos, litros, reais, etc.;
  2. A etapa lógica na matemática iniciará com a resolução de problemas mais complexos até provas de álgebra e teoremas de geometria;
  3. A etapa retórica a matemática voltar-se-á sobre coisas como levantamentos contábeis, astronomia, engenharia, etc.

Na história

  1. A etapa gramatical no estudo da história versará sobre nomes, datas de eventos, lugares, bandeiras, hinos.
  2. A etapa lógica na história tratará dos motivos para o ocorrência dos eventos, guerras, tratados, migrações e invenções.
  3. Na etapa retórica o aluno de história realizará pesquisas e produzirá conclusões que tratarão da repercussão dos eventos e motivos de suas ocorrências sobre a política, a economia, a religião, a ciência, etc.
Claro, como bem ressaltam os autores, nenhuma dessas etapas é estanque, mas realiza-se mais plenamente dentro de determinadas faixas etárias. A gramatical é a mais jovem, a etapa lógica é na adolescência e a etapa retórica no início da juventude. Em outras palavras, a criança já tenta compreender o motivo de algumas coisas, no entanto, sua capacidade não está focada nem madura o bastante para assimilar por completo e em profundidade as explicações. Assim como o adolescente prossegue assimilando fatos, embora sua capacidade esteja focada e já amadurecida para lidar com a compreensão das explicações oferecidas. Já o jovem, por sua vez, continua apreendendo novos conteúdos e compreendendo suas relações e motivos, mas encontra-se focado e maduro o bastante para exercitar-se na prática daquilo que já apreendeu e compreendeu.

Como disse inicialmente, o Teaching não traz currículo, mas, acredito eu, explicações desse tipo nos ajudam a selecionar, organizar e enfatizar a coisa certa no momento certo, sem forçar a criança antes de hora, nem subestimá-la no tempo que lhe é oportuno.

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Notas rápidas

Comunidade de pedófilos
Aos que não acompanham o perfil do blog no facebook, ontem à noite fiz um pedido aos membros da comunidade (e também aos meus amigos no perfil pessoal) para que me ajudassem a denunciar e derrubar uma página de apologia à pedofilia (que então recebia o nome politicamente correto de Pedossexuais unidos). Meu amigo Jarbas Aragão, lá do Gospel Prime, rapidamente lançou a denúncia no site. Hoje, ao final da manhã, a página já estava fora do ar. Além disso, muitas outras pessoas além de mim também fizeram denúncia à Polícia Federal. Agora é aguardar para que não apenas a página fique fora do ar, mas o responsável por ela vá para a cadeia. No entanto, meus leitores, uma coisa deixou-me ainda mais preocupada: enquanto ontem à noite a maldita página tinha cerca de 90 “curtidores”, hoje pela manhã já chegavam a 170! Quase o dobro! Ou seja, a doença psíquica e espiritual alastra-se rapidíssimamente em dias como os nossos, sob o incentivo da mídia, dos governos “progressistas” (leia-se esquerdistas) e, em grande medida, de uma igreja cristã que se omitiu de pregar a verdade amarga, que dói, mas que liberta. Por conta disso, deixo aqui o comentário que foi ao ar no Gospel Prime, como desabafo e desafio a vocês:
“Quando os cristãos deixam de ser o sal e a luz do mundo, denunciando as
falácias e armadilhas do tempo em que vivem, não somente perdem a sua
função como também condenam o mundo ao apodrecimento e às trevas. Coisas
como essa tal de “pedossexualidade” (nome politicamente correto para
pedofilia) são fruto disso, de uma época que aceitou a relativização
moral e até a relativização lógica. Cheira a enxofre e a tudo que há de
mais perverso. Se não formos capazes de lutar pelas nossas crianças,
então, realmente, que se cumpra em nós as palavras de Jesus, “que
sejamos lançados fora e pisados pelos homens.”
Ainda na onda da “ousadia”

Agora há pouco, ainda no facebook, soube do ataque à Catedral de Santiago, no Chile. O ataque foi promovido por um bando pró-abortista que, literalmente, “botou pra quebrar”, derrubando confessionários, quebrando imagens de santos, pixando palavrões e baixarias em diferentes lugares, pendurando cartazes… Enfim, um show de civilidade e de liberdade de expressão. Aos que não se importam, por tratar-se de uma igreja católica, fica o aviso: amanhã pode ser a SUA igreja ou o SEU centro espírita. O valor absoluto da vida humana, tal como é defendido por católicos, protestantes e espíritas, é motivo suficiente para que deixemos as diferenças de lado e nos unamos contra todos os movimentos e ideologias assassinas, pois elas, juntas, nos atacam por diferentes lados e com diferentes estratégias. Também deixo aqui o meu comentário sobre o ocorrido:
É
o seguinte: quem acha que aborto é bacana, direito da mulher e o diabo,
que faça a sua escolha e lide com as consequências, temporais e
eternas. Nenhum padre, pastor ou cristão qualquer vai amarrar a mulher e
obrigá-la a gestar a criança por nove meses. Agora, invadir, depredar e
profanar a igreja dos outros sob a alegação de “liberdade de expressão”
ou o que for, é de uma sacanagem, de um desrespeito, de uma falta de
vergonha na cara digno dos cachorros vadios que atacam em bandos. E não
me venham com o papinho de “misericórdia”. A misericórdia a ser
praticada com gente insana desse tipo é a do sopapo na orelha, pé no
traseiro e cana! Gente fora da realidade tem que levar um choque de
realidade para ainda ter alguma chance de sanidade futura. O resto é
conversinha de irenista.
O post da semana
Para quem ainda não viu, fica o lembrete: o post mais importante da semana (e talvez de todos os 3 meses de vida deste blog) é aquele sobre o documentário AGENDA. Se você ainda não o assistiu, tire um tempinho (uma hora e meia) no final de semana e confira. Muitas, realmente muitas peças do quebra-cabeça contemporâneo se encaixam ali, inclusive aquelas que se referem à educação e à religião. Enfim, um vídeo essencial para quem quer entender o que está acontecendo.

Melhorias no blog

Nos próximos dias pretendo realizar algumas modificações aqui no blog. A primeira delas será uma nova barra de marcadores das postagens. Palavras mais específicas, como “inglês”, “matemática”, “denúncia”, tornarão as buscas de vocês mais rápidas e os conteúdos aqui publicados mais claros, mais definidos. Outra melhoria é a inclusão dos links que já publiquei naquelas postagens dominicais (Links edificantes) na barra lateral, junto com os links de blogs e sites que acompanho. Isso, penso eu, agilizará muito a pesquisa de novos leitores interessados em outros conteúdos de homeschooling. Por último, pretendo incluir ainda algumas janelas de anúncios do Google Adsense para obter algum lucro com o tráfego que tenho tido por aqui. Talvez a maioria de vocês não saiba, mas abri mão, voluntariamente, de uma carreira para educar de verdade os meus filhos. E embora o trabalho com eles dependa apenas do meu próprio esforço e de meu marido, sei, pois muitos de vocês me disseram, que aquilo que tenho publicado por aqui os tem ajudado e motivado. Assim, àqueles que realmente se sentem beneficiados pelo meu esforço, quero deixar aqui o caminho aberto, seja através do Adsense ou do botão do PayPal que já existe na barra lateral, para a doação de qualquer valor que vocês acharem por bem enviar, pois redundará, no final das contas, em benefícios a todos.
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A bússula de Puggina e a biruta de Sobbotka

Por ocasião da visita do Papa ao Brasil, o programa de debate de maior repercussão do Rio Grande do Sul, o Conversas Cruzadas, fez uma edição a este respeito. Dentre os participantes encontravam-se o escritor Percival Puggina e o professor Emil Sobbotka, além de dois padres.
Para quem acompanha os textos de Puggina, não surpreende que a melhor, mais profunda e mais correta defesa tanto da fé cristã quanto da Igreja Católica tenha sido por ele apresentada. Mas em um programa em que não faltaram desde os clichês da moda (como a necessidade de a Igreja “se modernizar”) até abobrinhas totalmente secundárias, Puggina foi inspirado ao conseguir, em tão pouco tempo, condensar muito sobre a genuína fé cristã em uma única imagem. 

Puggina comparou a fé cristã com uma bússula, a qual, como é de se esperar, aponta sempre para o Norte, pouco importando onde venhamos a estar. Já os desejos de “modernização” que o mundo tanto reivindica são como a biruta, que muda de direção ao sabor do vento, ora estando para um lado, ora para outro, aleatória e inconstante. Segundo Puggina, não devemos esperar que a bússula vire biruta, pois isso nunca aconteceu nem virá a acontecer.

No entanto, “concordando” com Puggina, Sobbotka foi além: Sim, a fé cristã é como uma bússula, no entanto, o modo que as pessoas usarão para chegar até o norte é algo que não pode ser “tutelado ou tutoriado” pela instituição Igreja, nem por nenhuma outra instituição. Ou seja, no fundo, no fundo, Sobbotka dilui e adoça o Evangelho por meio de um discurso que pode ser resumido no ditado popular “todos os caminhos levam a Deus”.

Agora, pensem comigo: quem, em sã consciência, desejando chegar ao norte, ruma para o sul? É claro, no caminho em direção ao norte podem surgir pântanos, desertos, abismos, obstáculos mil, que tornam os desvios necessários, mas sempre, sempre provisórios, nunca definitivos. Além disso, embora se possa decidir entre seguir ou não seguir rumo ao norte, não se pode tomar o norte por sul nem o sul por norte! Todavia é precisamente isso que a biruta de Sobbotka pretende!: agradando as sensibilidades contemporâneas, liberando-as de qualquer “tutela” (e, portanto, de qualquer critério objetivo), as entrega ao sabor dos ventos, de suas escolhas individuais, de seus desnorteios e desamparos.

Que possamos resistir ao canto da sereia que nos convida a reinventar a roda, a ignorar e desvalorizar a história, a relativizar a moral e a própria lógica, guiando nossas vidas e a de nossos filhos pelo caminho mais seguro e mais digno, rumo à eternidade junto de Deus.
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Uma questão de saneamento mental básico (1)

Há poucos dias tomei conhecimento da recente entrevista de uma mestre em educação da Unicamp através de um dos grupos de homeschooling de que participo. Como o título interessou-me, “Alfabetização: letra bastão tende a substituir letra de mão”, inclusive pela ausência das clássicas expressões “letra de forma” e “letra cursiva”, resolvi ler a entrevista.
Para minha “surpresa”, já na introdução o carrossel de bobagens começou a girar e não demorou para que ficasse claro que o assunto menos abordado era a questão do tipo de letra a ser adotado ou abadonado nas escolas. 

Inicialmente achei por bem incluir meus comentários logo após alguns trechos da entrevista, os quais havia transcrito abaixo, para deixar a crítica mais clara e evitar objeções do tipo “mas ela não disse isso”, “você não entendeu direito”, etc. No entanto, como a própria entrevista é longa e, portanto, a entrevista comentada seria mais longa ainda, resolvi abordar as questões levantadas pela professora em posts distintos, organizados por temas, caso contrário, o texto integral ficaria muito, muito grande e cansativo. Assim, sugiro a leitura da entrevista (linkada acima) e depois a leitura do meu post.

Alfabetização? 
Fonema e letra vs. palavra e contexto



Não demora a se explicitar, na entrevista, o papagaiar ideológico que faz o coraçãozinho da maioria dos educadores brasileiros bater mais forte: a criança deve “ler” o seu “mundo”, o seu contexto, o seu espaço social, mas numa tal “leitura” a última coisa que importa é o alfabeto. Sim, segundo a professora, o último reconhecimento linguístico que a criança faz no processo de alfabetização é o do alfabeto! E como é que se pode ensinar uma pessoa a ler sem que se ensine o alfabeto? Ora, não se trata de ler coisa alguma de fato, mas apenas de “ler” metaforicamente, criativamente, “construtivamente”, captando “a função social” da palavra no contexto. Ou seja, as palavras devem ser todas unívocas, dotadas de um único significado, o qual é definido pelo… professor! É uma pena que no mundo real a maioria das palavras seja dotada de uma multiplicidade de usos possíveis, mas aí é pedir demais para os “agentes sociais”.

Na prática, trata-se, em miúdos, da substituição do método fônico pelo método ideovisual: enquanto o primeiro, adotado pela esmagadora maioria dos países do mundo, inicia a criança a partir da identificação dos sons de cada uma das letras e, então, vai aumentando de complexidade pela formação das sílabas e, finalmente, das palavras, o segundo parte da identificação visual da palavra inteira. Assim, em lugar de capacitar a criança a ler qualquer palavra, mesmo as que não fazem parte do seu contexto e lhe são desconhecidas, expandindo de fato o seu “mundo”, a proposta de Paulo Freire reduz a criança a um macaquinho de laboratório, capaz somente de identificar aquelas palavras que ela já viu e já conhece. O método ideovisual, sob o pretexto da “função social”, cerceia os horizontes da criança, pois enraíza sua memória sobre aquelas palavras pertencentes ao seu contexto, enquanto o método fônico, perceptível analogamente até mesmo no modo como se elabora o vocabulário infantil (primeiro aprendendo os sons das palavras para depois compreender os seus usos e, por último, a sua grafia) e no modo como surgiu a escrita na história (depois de milênios de tradição oral e, portanto, de amplo desenvolvimento da capacidade memorativa a partir dos sons, surgem as primeiras tentativas de códigos visuais de comunicação), dá verdadeira autonomia à criança.

Por outro lado, os defensores de uma tal inversão metodológica são rápidos em cercarem-se dos mais diferentes recursos retóricos. Expressões como “apreensão do todo”, “integralidade”, “holismo” e até “anti-cartesianismo” são usadas o tempo todo, sem, no entanto, comprovarem coisa alguma, legítimas flatus vocis. Pretende-se simplesmente, por meio de um repertório de palavras que soam agradáveis aos ouvidos new age dos nossos contemporâneos, negar a própria estrutura da realidade: afirmar que uma criança possa ser alfabetizada reconhecendo palavras inteiras, mas não as suas letras e, menos ainda, o som de cada letra, faz tanto sentido quanto a história do Benjamin Button: pura ficção. Querem ver? Transponham a proposta de alfabetização de Paulo Freire para a matemática e mostre uma soma qualquer, algo como 7 + 8 = 15, para a criança e peça para que ela memorize, afinal, 7 + 8 sempre será 15. Tudo certo? Aparentemente, sim. Exceto pelo fato de que a criança não sabe quanto é 7, nem 8 e muito menos 15, sem falar nos sinais de + e de =. Em outras palavras, a menos que a criança aprenda cada item da soma separadamente e em seus diferentes usos, ao ver algo como 8 + 7 = 15 ou 15 = 8 + 7 a criança estará em sérios apuros. 


Ok, sempre há quem implique com exemplos extraídos da matemática. Mas pense, então, em termos de biologia. Que tipo de compreensão se pretende oferecer à criança explicando-lhe a importância e o funcionamento do coração sem que ela saiba sequer a composição de uma célula? Por mais boa vontade que se tenha, uma explicação desse tipo encontrará obstáculos intransponíveis na mente da criança, pois há muita informação pressuposta, informação que é condição de possibilidade da verdadeira compreensão sobre o que é e como funciona o coração. E o mesmo se dá com o aprendizado da língua.

Para encerrar o post, vamos ainda à questão do “contexto” de alfabetização. Por “contexto” a professora se refere àqueles conteúdos que fazem parte do mundo da criança, trazidos de casa, enquanto é tomado como “artificial” (e, portanto, nocivo) tudo aquilo que não compõe imediatamente o universo de origem do aluno, tal como cartilhas, folhas xerocadas e demais recursos materiais típicos de sala de aula. Ou
seja, estipulando o nível ao rés do chão presume-se a pobreza de
vivências infantis e pretende-se a manutenção da mesma condição,
fingindo uma “valorização” do seu ambiente. Ora, os séculos mostram
precisamente o contrário do que defende a professora (em eco ao
“messias” Paulo Freire): quanto mais ricos e amplos forem os recursos,
tanto em termos de materiais, mas especialmente em termos de conteúdos,
maior se tornará a capacidade compreensiva da criança, sua desenvoltura diante dos diferentes estímulos, pois seu mundo
imaginário, que é a base mesma da inteligência, será maior. 

Agora imagine, por exemplo, uma criança filha de pescadores analfabetos e “alfabetizada” de acordo com “o novo paradigma” defendido pela professora e proposto por Paulo Freire: paciência:
vamos mantê-la “contextualizada”, aprendendo as palavras escritas nas
embalagens de anzóis, linhas de nylon e iscas. Não estou defendendo aqui
uma desvalorização da realidade da criança, mas, antes, que não se pode
desejar prendê-la, restringi-la à própria realidade sob ares de
“valorização” do seu repertório pessoal. Isso é falso, mesquinho e
atrofiante. Além disso, é extremamente intrigante que a professora pretenda que
alguma forma de manifestação cultural não seja artificial, como se
livros, cartilhas e cópias fossem produtos da natureza, facilmente encontráveis em hortas,
plantações, árvores e feiras. Mesmo o bilhetinho escrito com um toco de
lápis no verso de um papel de embrulho é artificial, pois é produção
humana, não obra da “mãe natureza”. 



Enfim, nada além de muita retórica a serviço da ideologia mais emburrecedora que já se viu neste país. E seus frutos são abundantes: estupidez, ignorância, desnorteamento e imoralidade.

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Agenda – documentário urgente

Se eu pudesse sugerir uma única coisa aos leitores deste blog, minha sugestão seria: reserve uma hora e meia do seu tempo para assistir, junto com o seu cônjuge, o documentário abaixo.

“E por quê?”, talvez você me pergunte. Porque ele junta todas (eu disse todas) as peças do quebra-cabeça daquilo que temos vivido contemporaneamente. Sim, trata-se de um documentário voltado para a realidade norte-americana, mas que, no entanto, pode ser tranquilamente transposto para a nossa realidade nacional, feitas as devidas reservas históricas.


Aos mais incrédulos, já adianto: o documentário cita diversas referências bibliográficas, além dos nomes e referências biográficas dos seus participantes. Há também um site sobre o documentário, com links e possibilidade de downloads dos esquemas apresentados. Ou seja, quem quiser averiguar tim-tim por tim-tim do que ali é dito, tem como. Então, sem mimimi. 


Aos que posteriormente quiserem discutir sobre, eis-me aqui: basta deixar um comentário ou mandar um email (encontrandoalegria@gmail.com).

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A UNESCO saiu de vez do armário

Não estava em meus planos voltar a escrever aqui no blog, depois de tantos dias ausente, sobre esse assunto, pois tenho coisa mais interessante para falar. No entanto, uma notícia de tamanho absurdo não pode passar em brancas nuvens nem ficar restrita ao espaço do facebook.

O fato, meus caros, é que a UNESCO, aquela mesma Organização amplamente citada no livro Maquiavel Pedagogo como uma das responsáveis pela destruição da educação mundial e pela instauração das políticas de sexualização da infância, entre outras pérolas, agora, assumindo de vez e para não deixar mais nenhuma dúvida quanto aos seus comprometimentos ideológicos, resolveu eleger os escritos de Ernesto “Che” Guevara, o conhecido carnicero de la cabaña, como patrimônio da humanidade no Programa Memória do Mundo.
Para quem duvida, leia a notícia integral publicada pela Folha e copiada aqui:
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura
(Unesco) incluiu, em cerimônia realizada nesta sexta-feira em Havana, os
escritos de Ernesto “Che” Guevara no Programa Memória do Mundo. Com
isso, os manuscritos do médico argentino convertido em líder
revolucionário são reconhecidos agora como patrimônio da humanidade.

O Programa Memória do Mundo possui quase 300 documentos e compilações
de cinco continentes. Os textos de Che estão entre as 54 novas adições
de 2013.

Os manuscritos incluem seus “Diários de Motocicleta” e os registros
feitos nas montanhas da Bolívia antes de sua execução, em 1967.

O reconhecimento dos manuscritos de Che como patrimônio da humanidade
faz com que esses documentos passem a contar com o apoio da Unesco para
sua proteção e sua preservação.

A viúva, a esposa e o filho de Che estiveram presentes à cerimônia
promovida hoje pela Unesco na capital cubana. Fonte: Associated Press.

E clicando aqui, você pode ver no próprio site da UNESCO a nova lista.

O que esperar de uma Organização de ciência, educação e cultura que inclui de uma só vez os escritos de um notável assassino juntamente com uma coleção de testemunhos de vítimas do Holocausto, além de outros 52 itens provenientes das mais diferentes culturas e épocas? Quais critérios são utilizados na seleção de tais “patrimônios”? Seguindo essa “lógica”, Mein Kampf não mereceria idêntico destaque e inclusão? Que relevância educacional, científica, pedagógica ou cultural pode haver nos registros de uma mente perturbada, relativista e imoral como a de Che Guevara? Que sua história deva ser verdadeiramente conhecida e, portanto, desmistificada, é uma coisa. Mas que mérito podem ter papéis desse tipo? É pela qualidade literária neles contida? Duvido muito.
O que a UNESCO pretende ao erigir mais este altar à memória do carniceiro de la cabaña? Por certo não se trata de preservar e difundir um legado que sucitará os melhores sentimentos, os melhores pensamentos e os melhores comportamentos nos jovens e crianças do mundo. Antes, precisamente o contrário.

P.S.: E para quem não sabe direito o que pensar a respeito, deixo aqui alguns outros links a respeito do Che:

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Conselhos a uma futura mamãe (2)

Este é um email que troquei com uma grande amiga na última quinta-feira.
Resolvi compartilhá-lo aqui, com a autorização dela,
pois pode ser útil a outras mamães e futuras mamães.


Querida amiga,

Muito,
muito obrigada pela lembrança, pelo carinho de sempre! Não respondi
antes por saber da tua correria e por não querer escrever uma
respostinha rápida, apressada pelas crianças ou pelas demandas da casa.
Assim, hoje, com a bendita greve (bendita porque o Gustavo está em casa
com a gente), posso sentar e escrever com calma.


Querida, louvado seja Deus, pela vidinha que tens aí dentro!
Imagino que já tenhas agora a confirmação oficial! Eu vinha orando por
isso e fico feliz que Deus tenha respondido em tão pouco tempo o desejo
de tantos corações!


Amiga, sei que às vezes, em meio às agitações e transtornos do
dia-a-dia, nos frustramos com as coisas e conosco. Mas veja: queres
situação mais “contramão” do que a gravidez de Maria e o nascimento de
Jesus?: um José que autorizaria o apedrejamento da noiva se não houvesse
intervenção angelical, uma pobre garota que teve de entregar-se totalmente à
direção divina, um menino nascendo no meio de uma viagem, longe de casa,
sem enxoval, sem parteira, no meio dos bichos e das palhas. E, no
entanto, a esperança da humanidade inteira estava ali! Todo o favor de
Deus estava enrolado em paninhos!


Claro, sei que não és Maria e que o teu bebê não é Jesus, mas se o
Mestre padeceu, por que nós, discípulos, menores que Ele, não haveríamos
de padecer também? Claro, nem todos os cristãos passam pelo que alguns
de nós passamos, mas Deus não está no controle de tudo e não é tudo para
o nosso bem e para a glória Dele?


Querida, o bebezinho que tens aí é desejado e planejado
por Deus desde antes do teu próprio nascimento, desde a eternidade!
Trata-se de uma alminha imortal nascida do coração de Nosso Senhor à
qual foi acrescida a carne e o sangue teus e de teu marido! Alguém único,
incomparável e com uma missão exclusiva, com valor eterno!

Às vezes idealizamos as coisas, imaginamos como seria melhor se tudo
fosse assim ou assado, sofremos pressão de uma cultura que a tudo
artificializa, como se nós, humanos, fôssemos senhores de todas as
circunstâncias… Mas não devemos nos frustrar assim, por causa de coisas
que temos em nossa cabeça e que não estão em nosso controle. Eu me
frustrei muito enquanto me comparei às imagens de mães ao estilo hollywoodiano:
aquela criatura cândida que é só sorrisos e conversas com a própria
barriga. Acho lindo, mas não sou assim. Sou uma mulher que, sabe-se lá
por qual razão, vira uma onça na gravidez e que não bate-papo com o
próprio umbigo. E isso não quer dizer que não me desmanche de amor pelos
meus, inclusive pelo atleta Nathaniel (que me chuta mais que um
centro-avante). Sou capaz de dar a minha vida com um sorriso pela vida
deles, seja numa situação (hipotética) de morte literal, seja nas
situações (reais) de pequenas mortes para o próprio ego no dia-a-dia.
Então não me sinto mais culpada ou frustrada com o que não tenho, com o
que não sou, com o que não posso, mas louvo a Deus pelo MI-LA-GRE que é a
minha família (e tu o sabes bem) e com o que Ele tem me dado a chance
de fazer e de vir a ser.

Perdoa-me se fui dura, mas não posso deixar-te perder esse
momento precioso da tua vida e de tua família. Dê um passo de cada vez,
confiante no amor de Jesus, e diga como Maria, nosso modelo de mãe:
“Faça-se em mim a Tua vontade, Senhor”. O resultado certamente será bom,
perfeito e agradável!


Te amo, minha amiga! Queria poder te abraçar apertado!

Que
a bênção de Deus esteja sobre ti e seja, neste período, especialmente
percebida, e que os anjos de Nosso Senhor te protejam em todo o tempo!

Dá também os meus parabéns ao pai!
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Duas armadilhas desfeitas

Semanas atrás eu e Chloe fomos ao shopping comprar um casaco novo para ela. Chegando lá, fomos à Renner pesquisar os preços. Não demorou muito para que a atmosfera da loja começasse a envolvê-la: as muitas luzes, os muitos espelhos, as muitas roupas, os muitos aromas e a música altíssima e acelarada fizeram com que minha filha começasse a se mexer de um lado para o outro feito uma baratinha tonta, querendo olhar tudo, tocar tudo, provar tudo. Foi então que calmamente me abaixei e falei com ela. Chamei a sua atenção para a música, para os espelhos, para os cheiros, para o modo como a maioria das outras pessoas se comportavam e perguntei se ela tinha reparado como nada daquilo era natural, como nada parecia normal, como as pessoas pareciam meio fora de si, olhando, olhando, andando, andando, comprando, comprando… Ela, surpreendida com o fato, concordou comigo. Disse-lhe, então, que tudo aquilo era de propósito: tudo era mais colorido, mais bonito, mais perfumado e mais acelerado justamente para que as pessoas “entrassem no clima” e comprassem muito mais do que precisavam, pois a loja ganharia mais dinheiro assim. Dali em diante, em alguma medida, Chloe pareceu tomar uma maior consciência de si e do entorno, refreando-se, embora ainda olhasse as coisas e comentasse vez por outra sobre algumas delas. 
Hoje, enquanto estávamos na fila do pão, em nossa frente estava uma moça falando ao telefone. Chloe ainda não tem aqueles pudores de adultos e quando acha alguém interessante de algum modo, fica olhando mesmo. A moça, no entanto, não era exatamente interessante, mas, em verdade, tão extravagante que parecia uma prostituta. Reparei na atenção com que Chloe a observava e fiquei aguardando suas reações. Não demorou para que, quando nos afastamos, ela elogiasse a “beleza” da moça, dizendo que gostaria de ser como ela quando crescesse. Foi então que disse: “filha, aquela moça não estava bonita de verdade, ela estava vulgar”. Claro que a pergunta sobre o que é vulgaridade não demorou, então expliquei que uma mulher vulgar é aquela que veste-se e comporta-se de uma maneira que chama muito a atenção dos homens, mas não para que eles queiram casar com ela, mas apenas divertir-se e depois abandoná-la. Ela, então, instantaneamente mudou sua opinião, dizendo que não queria ser vulgar, mas apenas bonita, para que o futuro marido quisesse casar com ela. E eu sorri dizendo que isso sim é que estava certo.
Sabe, por certo há quem pense que explicações dos tipos que ofereci à minha filha são excessivas ou erradas, que ela é muito jovem para compreender tais coisas, etc. No entanto, embora não espere que ela compreenda tudo ou que ela jamais esqueça as minhas explicações, percebi que, em ambos os casos, aquilo que disse fez sentido para ela e, de certa forma, preservou-lhe de influências que ela ainda não consegue discernir. Claro, assim como existe uma faixa etária na qual explicações não fazem o menor sentido (refiro-me aos bebês até 2, 3 anos de idade), cada idade seguinte merece um tipo diferente de explicação e Deus precisa dar sabedoria aos pais para que, sob determinadas circunstâncias (não todas), saibam como livrar seus filhos daquilo que é nocivo expondo a maldade que deles se aproxima, pois, às vezes, mostrar o motivo pelo qual algo se torna indevido é mais eficaz do que simplesmente rejeitar ou coibir opiniões e comportamentos. Mas, para isso, como disse, é preciso sabedoria vinda de Deus e confiança no desenvolvimento e na capacidade de compreensão da criança. Por outro lado, subestimar a capacidade compreensiva da criança (proporcional a cada idade) é conformá-la a uma ignorância e a uma ingenuidade perigosas, que a tornam eternamente dependente da proteção dos pais e eternamente suscetível às influências do entorno. Assim como superestimá-la é forçar seu amadurecimento, é violar sua integridade psíquica e emocional, podendo causar sérios danos futuros. 

Que sejamos como o sábio, apto a discernir o tempo e o modo de cada coisa na educação de nossos filhos.
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O mito da socialização

“Dêem-me quatro anos para ensinar as crianças, e as sementes que eu plantar jamais serão extirpadas.” Lênin

Um dos argumentos mais frequentemente defendidos por professores, psicólogos, pais e familiares contrários ao homeschooling não diz respeito à qualidade de ensino, mas ao “fato” de que as crianças precisam se socializar, precisam conviver com outras crianças, precisam aprender a se relacionar, a lidar com as diferenças, etc. E quanto mais as famílias encolhem, restringindo a prole a uma única criança, mais parece fazer sentido um tal argumento. No entanto, algumas coisas me fazem duvidar da boa-intenção por trás da socialização.

É importante ter amigos, é importante conviver com outras crianças, todavia a infância não é um fim em si mesmo. É, eu sei, os românticos de plantão acabam de desmaiar, mas a verdade é que, tão necessário quanto brincar é o aprender a ter responsabilidades. Passa-se a maior parte da vida na idade adulta e é para ela que a criança deve ser preparada. Mas como dar-se-á uma tal preparação se a criança convive majoritariamente com iguais, com outras crianças, e não com pessoas de diferentes faixas etárias? Quem dentre elas apontará o caminho para aquilo que devem vir a ser, se, ao redor de si, há apenas quem reforçe, seja por meio da diversão ou por meio da disputa e da inveja, aquilo que já se é? Repito, brincar é necessário, é bom, é saudável, mas não é tudo. A ênfase excessiva nos direitos gera adultos que não sabem lidar com deveres, como vemos cada vez mais todos os dias.
Além disso, a ideia de que a criança aprende a se relacionar no contato com outras crianças parece-me um tanto artificial. A criança não nasce de crianças nem entre elas, mas de adultos e entre eles, entre mãe e pai. É na relação com eles e na observação da relação entre eles que a criança aprenderá a relacionar-se. Se vem de um lar violento, a criança muito provavelmente será violenta com os demais. Se vem de um lar amoroso, muito provavelmente será amorosa. Se vem de um lar onde não recebe limites, não saberá conter-se e refrear-se, mas tentará sempre obter tudo o que lhe agrada. Claro, quanto maior for a família, tanto a nuclear quanto a ampla, melhor, pois maior será a diversidade de situações nas quais a criança aprenderá a conviver. No entanto, são a mãe e o pai aqueles que servirão de mestres e de estabelecedores do fundamento emocional para os relacionamentos que virão ao longo da vida, não os professores, colegas e amigos.

Outro argumento comum é aquele que fala sobre a necessária aprendizagem do convívio com os diferentes. Sim, mas pergunto: as pessoas, numa família, são todas iguais? Não possuem, cada uma, o seu temperamento, o seu jeito de lidar com as coisas, suas preferências, seus sonhos? Não é este o ambiente adequado para, debaixo do cuidado e supervisão dos pais, a criança aprender a lidar com as diferenças? Ou aprender a lidar com as diferenças é sinônimo de ser obrigado a permanecer no mesmo ambiente com quem, não raras vezes, é radicalmente diferente? Isso, para mim, assemelha-se mais a um presídio do que uma escola. Afirmar que a criança precisa da escola para se socializar soa-me tão natural quanto afirmar que um bebê necessita de uma cadeira para ser gestado. Socialização é um processo gradual que deve começar na família nuclear, expandir-se para a família ampla, para a igreja, para as famílias dos amigos dos pais e só mais tarde, quando a criança já não for mais criança, mas um jovem com convicções definidas e firmes, para a sociedade.

E já que falei em juventude e em convicções, relembro aqui, mais uma vez (e perdoem-me os leitores assíduos, pois devem estar cansados da constante referência), o Maquiavel Pedagogo. Na obra, o autor explicita a comprovada técnica na qual, quanto mais cedo as crianças forem afastadas do ambiente doméstico, mais suscetíveis tornam-se às mais diversas influências externas. Em outras palavras, crianças (e quanto mais novas forem, melhor) não possuem as capacidades cognitivas suficientemente desenvolvidas para compreender quando estão sendo manipuladas ou forçadas a algo que contraria frontalmente o modo como vive ou aquilo em que sua família acredita, nem possuem estrutura emocional para resistir à força da autoridade dos professores ou da pressão dos colegas. Ou seja, a um governo comprometido com a destruição das famílias e da instauração de um regime totalitário, nada melhor do que crianças que podem ir já aos 6 meses de vida para as creches estatais, ou, na “pior” das hipóteses, que irão obrigatoriamente aos 4 anos para a escola.


Aos pais é que cabe a decisão de quando e como as crianças devem participar de um convívio social mais amplo, não ao Estado. Socialização obrigatória não é socialização. É prisão.

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Casos recentes de um (des)caso antigo

Durante a presente semana recebi duas amostras concretas da situação educacional em nosso país. A primeira delas veio na quarta, com o depoimento da Ana Caroline, uma amiga e professora de história da rede pública de Santa Catarina. Como vocês verão abaixo, desde
1986 os alunos de lá não assistem aulas de
história, mas, sim, recebem doutrinação esquerdista massiva. A segunda amostra veio ontem à noite e retrata a situação do ensino da língua portuguesa no Distrito Federal. Vejam vocês mesmos e depois me digam se a única saída para os nossos filhos não é a realmente a educação domiciliar.
“Hoje à
tarde fui convidada a uma reunião de professores de escolas estaduais
com o objetivo de pensar e repensar a Proposta Curricular – PC. Ao
perceber o andamento da conversa, perguntei à preletora:

– Então
estamos admitindo que a Proposta Curricular e a ação nas escolas está
sendo pensada e planejada desde 1986 sob as idéias de Marx e Gramsci?

Ela me respondeu:
– Sim. Exatamente!
Continuei:
– Planejando uma escola esquerdista?
Ela respondeu:

– Sim. Mas isso porque foram os movimentos sociais e os movimentos de
esquerda que pensaram uma escola crítica e baseada na dialética.

Perguntei mais claramente:
– Inclusive na Proposta Curricular de Santa Catarina é esquerdista?
Resposta que obtive:
– Sim!
Alguém entre os professores ouvintes falou alto e vibrante:
– Ainda bem!!!

(Depois disso o papo descambou pro lado do Paulo Freire, aí eu desisti de qualquer tipo de comentário!)

Ainda bem, meus amigos? Não foi claro o suficiente? Segue uma cópia do que a preletora expôs nos slides:

14hrs – Tema: PROPOSTA CURRICULAR DE SANTA CATARINA

Fundamentação da PC de SC:
Materialismo Histórico e Dialético:
– Histórica: em que contexto surgiu;
– Político: qual sua escolha política;
– Filosófico: a partir de que compreensão de mundo foi feita;
– Pedagógicos: como compreende o processo de aprendizagem.

Fundamentação Histórica:
Ascensão das forças de centro-esquerda – 1986
Retorno das forças de direita – 1990

Fundamentos políticos:
O pensamento de Gramsci como uma síntese do marxismo.

Fundamentos filosóficos:
Marx e Engels.
– Os homens produzem sua vida e sua história a partir da materialidade de cada tempo;
– Uma visão em oposição à que compreende a história dos homens é determinada a priori por uma idéia pré-existente;
– A produção da vida e da história feita pelo trabalho;
– A humanidade e a história são resultados do trabalho;
– A materialidade de cada tempos é resultado do trabalho acumulado no tempo pretérito.”