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Mamães, sejamos elos

“(…) Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.”
Êxodo 3: 6a
Mamães,

Vejam que belo artigo encontrei no FB. Confirma-nos algo muito antigo e muito sábio: a importância de conhecermos e de fortalecermos os elos com o passado de nossos antepassados, para darmos às nossas crianças a chance de aprenderem com as suas experiências, de enxergarem mais longe e de se compreenderem como parte de algo maior que elas mesmas.

Que neste dia das mães possamos fortalecer os elos com nossos filhotes e torná-los, assim, mais conscientes e mais fortes!


FORTALECENDO SUA FAMÍLIA COM HISTÓRIAS

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer para a sua família pode ser a mais simples de todas: desenvolver uma forte história familiar.

Os psicólogos Marshal Duke e Robyn Fivush desenvolveram uma métrica chamada de escala “Você Sabe?” que pedia que crianças respondessem a vinte perguntas. Por exemplo, “Você sabe onde seus avós cresceram? Você sabe qual o ginásio que sua mãe frequentou? Você sabe onde os seus pais se conheceram? Você sabe se na sua família já aconteceu alguma doença séria ou algo realmente terrível? Você sabe a história do seu nascimento?”.

Quanto mais as crianças sabiam sobre a história da sua família, mais forte era seu senso de controle sobre suas vidas, mais elevado era sua autoestima e mais elas achavam que suas famílias funcionavam de uma forma bem sucedida. Essa escala “Você Sabe?” é o melhor previsor para a saúde emocional da criança, felicidade e resiliência – sua capacidade de encarar desafios e aliviar o estresse.

Os psicólogos descobriram que cada família tem um de três tipos de narrativas unificadoras.

A primeira é a narrativa da ascensão da família: “Filho, quando chegamos nesta área, não tínhamos nada. Nossa família trabalhou. Abrimos uma loja. Seu avô foi para o colegial. Seu pai foi para a faculdade. E agora você….”.

A segunda é a narrativa do descenso da família: “Querido, nós tínhamos de tudo. Mas aí perdemos tudo”.

A narrativa mais saudável é a da família oscilante: “Querido, deixe-me te contar, nós tivemos altos e baixos na nossa família. Construímos um negócio familiar. Seu avô era um pilar na comunidade. Sua mãe fazia parte do conselho do hospital. Mas nós também tivemos reveses. Você teve um tio que certa vez foi preso. Tivemos uma casa que pegou fogo. Seu pai ficou desempregado. Mas o que quer que tenha acontecido, sempre nos mantivemos unidos como família”. (Grifo meu)

O Dr. Duke disse que as crianças com mais autoconfiança são aquelas que ele e o Dr. Fivush classificam como tendo uma “forte identidade intergeracional”. Elas sabem que fazem parte de algo maior do que elas mesmas.

Em suma: Se você quer uma família mais feliz, crie, refine e reconte a história dos momentos positivos da sua família, e a capacidade dela de superar os momentos difíceis pelos quais passou. Esse ato por si só pode aumentar as chances da sua família florescer por muitas gerações no porvir.

“The Stories that Bind Us” (“As Histórias que Nos Unem”), por Bruce Feiler, New York Times, 15 de março de 2013.
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Conselhos a uma futura mamãe

Este post foi originalmente publicado em meu antigo blog. 
Trata-se de uma mensagem em resposta a uma amiga que contou-me sobre a decisão de ter um bebê, 
mas contém alguns conselhos que podem ser úteis 
a várias pretendentes a mamãe.










Querida ______!


Que grande notícia! Que boa disposição do coração!


Saiba, no entanto, de duas coisas sobre as quais muito pouco se fala,
mas que, na minha modestíssima opinião, são realmente fundamentais:


– A primeira delas é a união entre vocês. Não só ter pai e mãe é
importantíssimo, mas tê-los unidos e, ao máximo possível, em
concordância. É a estabilidade do casal o que por primeiro fornece a
segurança da criança e o desenvolvimento equilibrado de sua
personalidade. Um casal que se separa ou que vive como se separado
estivesse, onde cada um puxa para um lado, desorienta emocional,
psicológica e moralmente a criança. Não é por acaso que de uns anos para
cá o número de pessoas inseguras e/ou que se vitimizam até não mais
poder só tem aumentado! Claro! Os pais deixaram de ser o firme
fundamento de antigamente, abandonando as crianças mais ou menos à
deriva. Por isso, querida amiga, por favor, não me leve a mal, mesmo,
por escrever essas coisas. Mas penso que quando o sonho é grande e
muitíssimo desejado, o cuidado precisa ser proporcional. Não pense que
faço aqui a defesa de um relacionamento ideal, de uma fantasia, de uma
propaganda de margarina impossível de atingir. Não. Meu próprio
casamento não nasceu do modo como acima descrevi. Éramos confusos e
desunidos, mas nos dispusemos a trabalhar juntos, com um coração humilde
e perdoador, em prol do nosso projeto comum, a nossa família. Ou seja,
não acredito em conto de fadas, mas acredito que as circunstâncias podem
ser transformadas, podem ser melhoradas, desde que haja abertura, desejo
e comprometimento. No nosso caso, o eterno ponto de concórdia não foram
os nossos sentimentos, pois esses mudam ao longo do tempo, mas foi a
nossa fé que sempre nos uniu e reuniu, a qual, por ser comum a nós dois,
levou-nos à busca das mesmas práticas: da sinceridade, da humildade, do
perdão, da perseverança. Não sei se vocês têm alguma religião, mas sempre
é bom pensar nesse lado espiritual, que repercute sobre tudo o mais.


– A segunda coisa é a seguinte: o que as crianças mais necessitam,
desde a gestação até a idade adulta, não é de estrutura financeira nem
física, não são dúzias de sapatos, enxovais para 3 crianças, brinquedos
importados, jogos da última moda etc., mas de tempo, de dedicação, de
disposição em deixar-se gastar por amor, tal como a vela, que para
iluminar e aquecer precisa consumir-se, desmanchar-se… O que mais se
vê hoje em dia é justamente o oposto: pais dispostos a dar de tudo aos
filhos, menos entregarem-se a si próprios, e quando o fazem, não é sem
reservas e reclamações. É claro que boas condições ajudam muito, mas
jamais substituirão um coração atento e braços dispostos. É claro também
que o tipo e a quantidade de demandas muda com o tempo, e devemos
adequar-nos a isso, mas a disposição do coração e dos braços deve
permanecer sempre a mesma.


Perdoa-me por escrever tanto! Se
disse algo de que discordas, fica à vontade para me contrariar! Não sou
dona da verdade, mas tenho aprendido muito nestes anos de mamãe em tempo
integral e não posso me omitir em compartilhar aquilo que tanto nos tem
feito bem.


Quando puder, me manda notícias!
Um beijão e um abraço apertado! Que Deus abençoe a vocês dois e ao projeto de vocês! Que venha o baby!
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Matemática para bebês e crianças pequenas

Descobri o trabalho da Profa. Margarita Noyes por indicação do Prof. Olavo de Carvalho. Além de professora de inglês, a Profa. Noyes é um exemplo de mãe que educou com sucesso todos os quatro filhos em casa. Ou seja, em suas falas encontramos uma grande quantidade de dicas valiosas!


Estes breves vídeos foram encontrados na página do site Educação de Crianças. Nele há ainda outros vídeos da professora bem como uma série de programas de rádio sobre homeschooling na barra lateral à direita. Enjoy!

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Outono, finalmente

Hoje a temperatura despencou aqui em POA. Pela
manhã fez 13 graus. Sem o menor peso na consciência, deixamos Chloe
ficar em casa, quentinha, debaixo das cobertas – afinal, embora esteja
na segunda série, a professora/estagiária insiste em ensinar
as vogais, ou seja, provavelmente nada de útil foi ensinado neste dia.
No entanto, agora há pouco, fizemos alguns exercícios de português sobre o
uso do ‘s’, ‘ss’, ‘x’ e ‘ch’ e, melhor de tudo, estudamos o poema
“Infância”, de Olavo Bilac. Ou seja, além de treinar um pouco mais a
correta acentuação – copiei o poema sem nenhum acento e ela teve que
acrescentá-los – , Chloe aprendeu um pouco sobre versos, rima e métrica,
além de adorar as imagens que a poesia cria na imaginação. =)

Confiram o link para “Infância“.

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O que é “Encontrando Alegria”

Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio, se alegrará nele.

Provérbios 23:24
Grandemente se regozijará o pai do justo,
e o que gerar um sábio se alegrará nele.
(Provérbios 23: 24)

Sobre o blog

Embora a educação domiciliar não seja proibida em nosso país, também não é explicitamente garantida por lei, já que a nova Constituição (de 1988) exclui da alçada dos pais tal responsabilidade, restringindo-a ao Estado. Ou seja, teoricamente, aqui no Brasil a educação parece ser um compromisso dos governantes com o povo. No entanto, cada vez aumenta mais o número de famílias que percebe a insuficiência daquilo que as escolas oferecem, optando, então, pelo ensino em casa, também conhecido como homeschooling, ou ainda, por um modelo híbrido, no qual as crianças continuam frequentando a escola mas recebem também um intenso acompanhamento no lar.

O nosso caso, meu e de minha família, é precisamente este último. Temos a felicidade de termos nossa filha matriculada em uma escola pequena, bem próxima de casa, e que apesar de pública, tem sido sensível às nossas críticas e sugestões. Claro, nosso cuidado é diário e constante, muitas vezes precisando mostrar com clareza os erros cometidos pelos professores e colegas. Ou seja, optar por manter as crianças na escola é também um esforço de lutar contra erros frequentes, não apenas quanto aos conteúdos propostos, mas especialmente quanto aos padrões morais apresentados e, em alguns casos, até admirados pelos demais.
Pensando nisso tudo e levando em conta o incentivo de alguns amigos é que resolvi criar este blog: como um espaço de compartilhamento de experiências, desafios, atividades e, sobretudo, de encorajamento a outras famílias cristãs que se deparam diariamente com o desafio de, por um lado, resistir às investidas prejudiciais de um Estado irresponsável e muitas vezes nocivo, mas mantendo-se dentro da lei, e, por outro, criar seus filhos como discípulos de Cristo para a glória de Deus.

Sobre mim

A foto já tem alguns bons meses, por isso mostra apenas dois de meus filhos, o Benjamin e a Chloe. Atualmente, eu, Gustavo e as crianças aguardamos a chegada de mais um bebê!

Além de mãe, sou esposa e dona-de-casa em tempo integral, e, apesar de à epoca já ser convertida à fé cristã, foi com a chegada da Chloe, há 7 anos, que, aos poucos, fui abrindo mão da conclusão de um doutorado em Filosofia e do desenvolvimento de uma carreira na área. Fui progressivamente compreendendo a importância do papel de mãe (o qual é delegado por Deus) e o fato de que não havia tempo a esperar para cuidar da minha família, enquanto que, ao contrário, havia e há tempo para o desenvolvimento de uma carreira.

Todos os meandros dessa guinada, que partiu de uma mentalidade secular para uma mentalidade efetivamente cristã, não cabem em um post introdutório. Espero ir deslindando-os ao longo do tempo por aqui, não somente para que vocês me conheçam, mas para que também possam compreender melhor alguns fenômenos que, por estranhos que sejam, estão ocorrendo, em nossos dias, no seio da igreja cristã e marcando profundamente a vida de nossas crianças, nos impedindo de encontrar a verdadeira alegria que existe em ser mulher, esposa e mãe.