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Educação sexual para crianças

Como não é a primeira e provavelmente não será a última vez que me
perguntam sobre educação sexual para crianças via mensagem privada,
resolvi escrever publicamente o que penso a respeito, na condição de
simples mãe que sou.

Alguém aí acha adequado que se ensine sobre o
mundo do trabalho ou sobre o mercado financeiro para crianças? Não, né.
Pois é, se trabalho e dinheiro fazem parte do universo adulto e não
devem fazer parte das preocupações infantis, quanto mais as questões referentes à sexualidade!

Não é por possuírem órgãos genitais que as crianças têm condições de
tratar de sexo. Aliás, é notório em seus próprios corpos que elas não
têm maturidade física — nem psíquica — para lidar com tais assuntos,
de modo que expô-las a estes conteúdos é um ultraje, um desrespeito e
uma violência. Ao obrigá-las a tratar deste universo, força-se um
amadurecimento fora de tempo com consequências terríveis à sua
personalidade, pois as obriga a tratar de um assunto extremamente
complexo e que envolve a totalidade da pessoa com as precárias
ferramentas que possuem, isto é, com o mero instinto, assim como os
animais.

Por outro lado, há quem afirme que o interesse parte das
crianças, e a estes eu respondo: não há nada mais simples do que
despertar o interesse em uma criança, seja lá sobre o que for. Quando se
submete os pequenos a músicas, roupas, propagandas, programas de TV e
comportamentos hipersexualizados não haverá surpresa em descobri-los
interessados em tais assuntos, embora este seja um interesse
maquiavelicamente forjado por adultos malignos. Em outras palavras, não
acredito que as crianças tenham um interesse natural por sexo, mas elas
podem, sim, ser conduzidas a isso.

Por último, a
Igreja ensina que este é um assunto a respeito do qual o ensino compete
exclusivamente aos pais. Vocês têm, portanto, não somente o direito, mas
o dever de livrar as crianças de quaisquer intromissões neste sentido.
Protejam-nas de influências dessa natureza e vocês verão o interesse
pelo assunto surgir na época certa, quando se avizinha a maturidade
física e psicológica, quando se aproxima a época da responsabilidade, do
trabalho e da conquista do próprio sustento. Aí o assunto poderá ser
tratado como convém, ou seja, com o respeito, a decência e a inserção no
contexto necessário para o desenvolvimento não somente de uma vida
sexual consciente, madura e responsável, mas da própria personalidade.

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Razões para o homeschooling

Cada família homeschooler costuma ter um motivo principal para justificar a retirada das crianças da escola. A este motivo aliam-se outros, menores, que o reforçam. Listo aqui algumas das muitas razões mencionadas pelos pais para tirarem seus filhos da escola e seguirem pelo caminho do homeschooling com o propósito de auxiliar na reflexão daqueles que se encontram diante desse dilema e precisam de um pouco de objetividade para melhor decidir.





Motivos principais:


1. Péssima qualidade.
50% de analfabetos funcionais nas universidades e penúltimo lugar entre os 36 países listados pela OCDE demonstram com uma clareza inegável o fato de que as coisas estão muito, muito erradas por aqui, pouco importando a diferenciação entre escolas públicas e privadas.

2. Doutrinação ideológica.
Professores convertidos em doutrinadores e sala de aula transformada em palanque, gerando legiões de “cidadãos críticos” que não passam de meros militantes, incapazes de redigir um texto, realizar cálculos simples e citar os estados e respectivas capitais do país.

3. Desrespeito aos valores judaico-cristãos.
Em nome do respeito à diversidade, ensina-se e exalta-se toda e qualquer coisa, desde que ela não seja parte da tradição judaico-cristã. Ou, na melhor das hipóteses, coloca-se tudo no mesmo nível, pouco importando se isso contraria frontalmente a identidade confessional de escolas e alunos.


4. Hipersexualização.
A ideologia de gênero, igualmente mal disfarçada sob o pretexto do
respeito à diversidade, violenta a inocência das crianças, expondo-as
precocemente a assuntos com os quais não possuem maturidade psicológica
para lidar ou que são apresentados de maneira tendenciosa, passando por
cima das convicções e da primazia da família no trato de tais assuntos. 




5. Violência.
Detectores de metais, gangues, bondes, drogas, estupros, roubos, professores com medo, bullying


Motivos secundários:


1. Economia.
Nada de gastos exorbitantes com mensalidades, uniformes, excesso de materiais escolares, transporte, lanches…

2. União familiar.
O maior tempo de convívio promove o fortalecimento dos vínculos entre os membros da família, o que termina por resultar em personalidades e relacionamentos mais seguros, saudáveis e bem entrosados. Em outras palavras, quanto mais família, tanto nuclear quanto estendida, mais sociabilidade.

3. Nada de trânsito.
Sem desperdício de horas e horas ao longo do ano em engarrafamentos, vias obstruídas e/ou perigosas.

4. Flexibilidade.
Como as pessoas são a prioridade e não os ritos burocráticos, a rotina pode ser flexibilizada quando necessário, mudando o horário das aulas, o local, etc.

5. Atenção individualizada.
Auxiliar nas dificuldades específicas de cada criança e estimular os interesses e talentos individuais propicia um desenvolvimento muito maior e mais pleno.

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Menos dias dos namorados, por favor

Eu e Gustavo nunca comemoramos o Dia dos Namorados. Também não pretendemos comemorá-lo no futuro. Mas não por algum motivo ideológico anti-alguma-coisa-qualquer, nem por desleixo com nossa história, mas porque simplesmente nunca fomos namorados. É, eu sei, soa esquisito um negócio desses, mas é a verdade, e eu vou contá-la para vocês.

Quando nos conhecemos, cerca de 11 anos atrás, eu e Gustavo, assim que nos vimos… não simpatizamos nada um com o outro; nada mais distante de nossa história do que o famoso “amor à primeira vista”. Ele, rude e indiferente; eu, afetada e confusa. Ele, comprometido com uma moça lindíssima; eu, querendo mais do que tudo ir embora do país. Apesar disso, por conta de interesses comuns (igreja, Kierkegaard etc.), prosseguimos trocando emails, conversando. Não demorou para que nos tornássemos os melhores interlocutores um para o outro e, aos poucos, migramos dos emails para os telefonemas e para as SMS. Em seguida, ele terminou o namoro e meus planos para o exterior foram por água abaixo. Quando percebemos, em cerca de dois meses aproximadamente, a antipatia original havia sido de toda substituída por um verdadeiro apreço, por uma amizade crescente, e os assuntos começaram a derivar dos temas que inicialmente nos haviam aproximado e começamos a passear juntos: uma palestra aqui, um café ali, um cinema acolá.

Num desses passeios, enquanto tomávamos café em um shopping, conversa vai, conversa vem, sem que eu esperasse, Gustavo solta a temível pergunta: “Quer namorar comigo?” Claro que eu já tinha pensado no assunto, que gostava da idéia e que me sentia muito bem em sua presença, no entanto, eu tinha vindo de uma série de relacionamentos muito, muito, muito ruins, e não tenho vergonha de admitir que era uma garota muito machucada e cheia de sequelas psicológicas por conta disso. Assim sendo, não estava disposta a me arriscar mais uma vez em um relacionamento qualquer para mais uma vez fracassar. Minha saída, portanto, foi dificultar a vida do Gustavo, respondendo a ele o seguinte: “Não, não quero namorar. Eu caso, não namoro.” Imaginava que diante de tal resposta ele recuaria, daria uma desculpa qualquer, e eu me livraria de mais um aspirante a homem. Qual não foi a minha surpresa ao receber a seguinte tréplica: “Então casa comigo!” Meu chão sumiu. Eu jamais pensei que seria pedida em casamento de semelhante modo, numa espécie de queda-de-braços emocional! Alegria, medo, insegurança, tudo ao mesmo tempo… O que responder?!


Respondi a única coisa que poderia ter respondido, e não foi “sim”… nem “não”. Minha resposta foi a mais sincera, coerente e segura que eu poderia dar à pergunta que mudaria toda minha vida: “Vamos orar e pedir para que Deus nos mostre se é isso mesmo o que ele quer para nós”. Diferentemente da resposta anterior, em que meu propósito mal dissimulado era fugir, agora, diante de uma atitude surpreendente, corajosa e adulta, minha reação também mudara e eu queria fazer a coisa certa. Encontrava-me em um momento da minha vida em que tinha a convicção de que não possuía os critérios necessários para discernir quem seria um bom marido e quem não seria. Minhas experiências ofereciam-me uma abundância de provas de minha completa inaptidão para tal escolha e eu, portanto, não tinha mais como me fiar em mim mesma para empreender um relacionamento dessa seriedade. Eu reconhecia minha incapacidade e desejava a condução segura de Deus, alguém em quem eu poderia confiar que não me deixaria entrar em mais uma cilada.

Para minha alegria e como excelente sinal Gustavo topou. No entanto, surgia agora mais uma dificuldade: Como saber se era isso o que Deus queria? Eu precisava de um sinal, de algo inconfundível, claro como o sol. Mas o quê? Fui para casa com aquele turbilhão de sentimentos e assim que pude confessei a Deus minha incapacidade para decidir até sobre nisso. Foi então que, como resposta, ocorreu-me a passagem que narra o encontro de Rebeca pelo servo de Abraão: Ao reconhecê-la por meio de um sinal que havia pedido a Deus, o servo enche Rebeca de jóias. Sim, se Gustavo fosse mesmo o homem certo para mim, uma jóia seria o sinal e Deus haveria de incliná-lo a isso. Vale acrescentar uma nota importante: Ganhar uma jóia não era algo simples, pois Gustavo sequer recebia um salário, mas trabalhava em troca de custeio da faculdade.

Duas ou três semanas depois e sem pista alguma da minha parte Gustavo apareceu com um lindo anel de pérola. Ficamos noivos. A contar do dia em que nos conhecemos até o nosso casamento passaram-se pouco mais de oito meses. E de lá até cá já se vão quase onze anos.

Mas por que raios estou dizendo tudo isso, além do mais sob o título “menos dias dos namorados, por favor”? Não é com a pretensão de sugerir que não se namore. Menos ainda com a pretensão de servir de modelo. Nada disso. Cada casal tem a sua história, o seu tempo, os seus rumos. Minha intenção ao contar a nossa história, que eu acredito ser uma história feliz, um matrimônio bem sucedido, foi simplesmente incentivá-los a que tenham em mente e como alvo real o objetivo do relacionamento homem-mulher, isto é, o casamento. Já testemunhei o naufrágio de diversos relacionamentos que teriam tudo para prosseguir em felicidade porque os envolvidos negavam-se a ir para a etapa seguinte, a abraçar não só os direitos, mas também os deveres inerentes aos seus papéis, negavam-se, enfim, a crescer.

Sim, comemorem o dia dos namorados. Sim, conheçam-se. Sim, divirtam-se. Mas planejem, trabalhem, construam juntos, de fato, o futuro de vocês, como adultos que devem ser, não mais como adolescentes que vivem só no agora. Isso significa que o casamento é prova definitiva de maturidade? Não. Sempre há quem, apesar da celebração do rito, permaneça não mais do que um namorado em termos emocionais, vivendo apartado ainda que debaixo do mesmo teto, criando reservas para si em seu coração, em seu bolso, em suas coisas… A diferença entre isso e o que um casamento deve ser de fato é que, apesar de toda imaturidade, de toda a precariedade, de toda a falta de recursos, de toda a oposição e dificuldade que possa haver, quem se abre, caminha e vive o casamento está disposto a enfrentar todos os desafios, está disposto a superar-se, está disposto a mudar, a se entregar, a amar de verdade, até a morte e por amor a Deus. E isso não é coisa para meninos e meninas, mas para homens e mulheres.

Assim, comemorem o dia dos namorados, mas que sejam poucos, para que os aniversários de casamento sejam muitos.

E quem quiser se preparar de fato para o casamento, clique aqui e conheça mais sobre o nosso curso “Oficina de casamento”.

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O mundo contra as crianças

O que publico abaixo são dois posts que escrevi essa semana no facebook — com alguns pequenos acréscimos. Não gosto de ficar replicando aqui o que posto lá, mas como há pessoas que nos acompanham somente pelo blog, achei por bem não deixá-las alheias a estes conteúdos, uma vez que eles (assim como uma infinidade de outros mais que poderiam ser listados também) apontam para uma terrível e cada vez mais acentuada e explícita tendência.

No primeiro post mostro uma campanha de péssimo gosto:



A empresa americana de aviação JetBlue Airways promoveu uma campanha
de sensibilização dos seus passageiros ao choro dos bebês. A estratégia
(válida para um único vôo que serviu como matéria-prima para a produção
de um vídeo) consistiu em dar um desconto de 25% no valor da passagem de
todos os passageiros a cada vez que um bebê chorasse, de modo que se 4
bebês chorassem, todas as passagens sairiam de graça.

Vejam vocês a que ponto chegamos: as pessoas precisam ser subornadas em troca de um pouco de falsa compaixão e pseudo-paciência com bebês de colo.


Sinceramente, não consigo entender como algo assim possa gerar uma
pretensa “sensibilização”. Imagino que, na verdade, quem não está nem aí
para as crianças (ou seja, a maioria das pessoas hoje em dia), deva ter
ficado na torcida para que mais uma delas chorasse, para que mais uma
delas se sentisse mal, para que mais uma delas sofresse algum incômodo. O
que a JetBlue Airways patrocinou foi a monetização do choro das
crianças, e isso passa longe, muito longe de gerar compaixão e
compreensividade em alguém — isso gera apenas sadismo e ganância. A que
ponto chegamos.
 

Por outro lado, é claro que não é divertido. Se mesmo para nós, que somos mulheres e
mães, é cansativo e, para algumas, até irritante, que dirá para homens desconhecidos.
Porém, o normal é que isso faça parte da vida de indivíduos adultos em algum
momento. Ou seja, não se trata (e nem deveria se tratar) de algo
totalmente incomum e intolerável para pessoas normais, maduras e
equilibradas. Além disso, é um incômodo provisório, de curta duração,
não uma tortura que perdura dias sem fim. Resumindo, mesmo sendo
desagradável, é algo com que as pessoas deveriam saber lidar fazendo
valer a idade que possuem, e não reproduzindo o comportamento infantil
de quem precisa de um conforto a mais para suportar um pequeno
sofrimento.

Eu jamais aceitaria um desconto desse tipo.
Muito provavelmente me sentiria até ofendida se me oferecessem algo
assim. Sim, pois eu não mereço recompensa alguma por me portar como uma
adulta e ser compreensiva com bebês que choram e com suas mães que se
esforçam para acalmá-los. Isso não é uma opção, algo pelo qual eu mereça
algum incentivo, estímulo ou pagamento. Isso é o meu dever enquanto ser
humano adulto, que já foi bebê um dia, que já deu trabalho, que já
chorou onde não devia e, sobretudo, que é mãe de quatro filhos. A que
ponto chegamos.

No segundo falo sobre a aprovação da pior lei que poderia haver:

Não poderia haver notícia pior do que esta: no próximo dia 06, o
parlamento canadense irá votar a favor da eutanásia sob quaisquer
condições, isto é, basta que a pessoa
queira morrer, mesmo que não esteja padecendo de um grande e
irremediável sofrimento físico. Mas não é somente isso (como se não
fosse horrível o bastante): em um prazo de 3 anos, a contar da
aprovação da lei, o “benefício” poderá ser estendido a crianças, e com
todo o incentivo e apoio da UNICEF (sim, aquela mesma organização que
você achava que lutava pelos direitos das crianças). Eles entendem que
escolher morrer é um direito que inclui as crianças e que elas não devem
ser ‘discriminadas’ simplesmente por serem mais novas.

Vocês
percebem como uma monstruosidade pode se tornar algo perfeitamente legal
quando se tem uma moral relativista? Vocês percebem como o direito pode
ser converter num instrumento de legitimação da mais pura malignidade
quando descolado de qualquer referência a uma cosmovisão judaico-cristã?
Não pensem vocês que coisas assim acontecem da noite para o dia. Não. A
cada momento em que os indivíduos paulatinamente se afastam de Deus,
que escolhem a moda, a opinião da maioria, a pura e simples mentira e
autoengano, mais um pouco a sociedade cede, mais um pouco ela se
enfraquece, mais um pouco ela se torna refém de agendas que só têm como
objetivo a destruição do ser humano, a única criatura feita à imagem e
semelhança de Deus. Não há saída para o Canadá fora do Cristianismo. Não
há saída para o Ocidente fora do Cristianismo. Não há saída para o ser
humano fora do Cristianismo.

“(…) no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. São João, 16, 33.

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O primeiro livro sobre homeschooling lançado no Brasil


Hoje é um dia histórico para minha família, em particular, e para o movimento homeschool brasileiro, em geral. Hoje tivemos a alegria de entregar a quase 300 compradores o primeiro livro sobre homeschooling publicado no Brasil. Não se trata de uma obra brasileira, mas da tradução de uma importante obra norte-americana sobre o assunto — o que é bastante conveniente uma vez que estamos recém engatinhando nesse caminho enquanto nossos irmãos do norte já correm com toda a desenvoltura muito adiante de nós. Trata-se do título “Homeschooling Católico – Um guia para pais”.

O livro aborda desde a fundamentação e respaldo católico para a prática do homeschooling, passando por questões como escolha do currículo, administração da rotina doméstica, relacionamento com as autoridades, até as clássicas dúvidas sobre socialização e ainda peculiaridades como os casos das famílias com um só dos pais e famílias com crianças com necessidades especiais. Enfim, um guia, de fato.

Se você quiser saber mais sobre o livro, podendo conferir uma infinidade de pequenos fragmentos, visite a página no facebook. Se você quiser ler o prefácio completo e/ou adquirir o seu exemplar, visite o site. A partir de hoje à noite o livro estará novamente disponível para compra.

Infelizmente, por conta de nossa inexperiência no ramo editorial, o projeto originalmente se restringiu ao formato eletrônico, isto é, ao ebook. Todavia, poucos dias atrás, em conversa com meu amigo e parceiro da Editora Concreta, Renan Martins Dos Santos, fechamos mais uma parceria visando a publicação da obra em seu formato impresso, físico. Assim, com a graça de Deus, teremos exemplares físicos de o “Homeschooling Católico – Um guia para pais” disponíveis para compra em breve.

Por fim, não poderia deixar de expressar aqui minha gratidão a algumas pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram para que esse sonho e importante passo de consolidação do movimento homeschool brasileiro se realizasse. A primeira delas é, sem dúvida, o professor Olavo de Carvalho, graças a quem ouvimos falar a respeito do homeschool e, muito mais importante, acordamos para a vida. A segunda pessoa é Mariana D. Pazzinni, primeira blogueira a nos mostrar um pouco de como o processo de educar em casa se desenrola concretamente. Em terceiro lugar, agradecemos ao professor Rodrigo Gurgel, que em sua sempre característica boa vontade, gentileza e solicitude, nos apresentou a quem poderia nos ajudar em nossos primeiros passos. Essa pessoa que muito nos ajudou é o professor Carlos Nadalim, a quem muito estimamos, devemos e admiramos.

Além destes, cito toda a equipe que se engajou no projeto: Lorena Miranda Cutlak, Edson Vieira Demétrio, Priscila Esteves Peres, Padre Cleber E. S. Dias, Renan Martins dos Santos e a família Brodbeck. O meu querido marido e principal incentivador, Gustavo, que foi quem intermediou toda a conversa com nossos amigos do Seton. Por fim, não poderia deixar de fora as duas pessoas mais importantes que realmente deram o start e fizeram com que tudo acontecesse: a primeira delas foi a Chloe, minha filha mais velha, que com seu gratuito amor infantil me salvou de mim e me ensinou a amar a um outro alguém mais do que a mim mesma; sem isso, jamais teríamos mudado tão radicalmente nossas escolhas e nossa vida; a segunda pessoa é o próprio Deus, que nos amou primeiro, nos resgatou com laços de amor, formou nossa família e nos concedeu a graça de vivermos por Ele, para Ele e com Ele.

Que Deus abençoe ricamente a todos os mencionados e a todos os que lerão o “Homeschooling Católico”. Que ele possa ser verdadeiramente útil às famílias, ao país e sobretudo à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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Dica #3 – Leitura em voz alta

A terceira e última dica da série especial do nosso mês de aniversário não é exclusiva para as mamães. Trata-se de um livro para ser lido em voz alta, desfrutado por muitos ao mesmo tempo, naquele momento do dia em que o pai ou a mãe lêem para as crianças ou para a família inteira. Aqui em casa, adotamos essa prática ainda antes de começarmos o homeschool, reservando dois momentos do dia para essa modalidade de leitura, um pouco à tarde e um pouco à noite. Hoje, porém, com a Chloe já alfabetizada, reservo-me o período da noite para a leitura em voz alta, já que à tarde normalmente é ela quem lê para os irmãos. 🙂

O livro a que me refiro foi indicado por um amigo anos atrás. Ele, enquanto lia os textos de Otto Maria Carpeaux sobre literatura ocidental, deparou-se com essa indicação, expressa mais ou menos nos seguintes termos: “a maior obra de literatura infantil do século XX.” O livro, bem como a autora, são mencionados entre os grandes também lá na Coleção “Tesouro da Juventude”. O próprio Oscar Wilde, ao deparar-se com uma das obras da autora, disse, aturdido: “Não, uma mulher não era capaz de escrever assim. O livro escreveu-se nela.” Ela, a escritora, foi agraciada com o Nobel de Literatura em 1909, e este seu trabalho a tornou mundialmente conhecida, tendo sido traduzido para dezenas de línguas e, mais tarde, sendo transformando em desenhos animados e até em filme. Refiro-me a Selma Lagerlöf, escritora sueca, e ao seu livro A maravilhosa viagem de Nils Hölgersson através da Suécia. 

Selma Lagerlöf
Nossa edição portuguesa, adquirida por míseros R$ 8,00.


Embora seja de fato um livro incrível, logo que o adquirimos não conquistamos a atenção devida por parte das crianças — na época, Chloe devia ter uns 6 ou 7 anos e Benjamin 1 ou 2. Como sei que, muitas vezes, o insucesso entre os pequenos é questão de maturidade e não de gosto, deixei o tempo passar e, recentemente, quando o pegamos novamente, o sucesso foi instantâneo — Chloe está com 10 e Benjamin com 5 anos, e ambos gostaram muito. Ou seja, trata-se de um livro para crianças maiores.

Nils Hölgersson nasceu de uma solicitação de professores suecos diante da carência de bom material para o ensino da geografia nacional às crianças. Selma, porém, ao atender tal solicitação, foi muito, muito além, criando uma obra que fôlego imenso, rica não apenas nas descrições do território da Suécia e de sua composição, mas também nas descrições da fauna e da flora, bem como dos costumes, da arquitetura, das lendas e da história do povo sueco. Tudo isso, no entanto, organicamente entrelaçado à história do menino Nils, um perfeito malandro que, como paga da sua peraltice, é transformado em gnomo e nesta condição percorre todo o país montado nas costas de um ganso doméstico. Assim, a aventura de Nils é sobretudo uma aventura moral, na qual o menino, por conta de suas maldades, sofre a maldição de ser reduzido em suas proporções e precisa, por meio de muitos esforços reparadores, quebrar o feitiço e finalmente voltar a ser gente.

Dias atrás, quando falei a respeito da dica de hoje, mencionei que a obra serviria como uma espécie de primeiro treino àqueles que quisessem adotar o método do prof. Rafael Falcón para oferecer uma formação clássica, baseada na literatura, às crianças, e digo isso pelos seguintes motivos:
1. Embora seja, em nosso caso, uma leitura voltada ao entretenimento, por consistir em um livro antigo, sua linguagem não é, ao menos não na edição que adotamos aqui, uma linguagem perfeitamente usual, exigindo o uso do dicionário algumas vezes;

2. Além disso, por referir-se a um contexto muito diverso do nosso, muitas noites após a leitura fomos ao google para melhor entender a trajetória adotada como percurso pelos patos selvagens;
3. Também conhecemos uma porção de animais, sobretudo aves, e árvores que não conhecíamos;
4. O melhor de tudo, porém, era acompanhar como toda a natural ousadia irresponsável (e até imoral) de Nils foi se convertendo em uma coragem do tipo mais virtuoso, tornando-o disposto até mesmo ao máximo sacrifício: o sacrifício de si em benefício dos amigos patos.

Ao longo de todas as muitas noites de leitura, dizia a mim mesma constantemente: Como seria bom se houvesse semelhante livro voltado ao Brasil! Claro, seria um trabalho hercúleo, dadas as proporções de nosso país, mas como seria incrível poder ensinar geografia nacional de semelhante modo aos nossos filhos! Que Deus ainda nos conceda alguém com talento literário e conhecimento suficientes para vermos algo assim por aqui.

Preciso dizer mais? Recomendo sem titubeio!


Para quem não viu as dicas #1 e #2, deixo aqui e aqui os respectivos links. Para quem quiser saber mais sobre o cronograma do nosso mês de aniversário, especialmente sobre as promoções (que encerram hoje!) deixo aqui também o link.

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Dica #2 – Pré-alfabetização e alfabetização

Seguindo a série de posts com dicas especiais, hoje vou abordar uma outra questão super recorrente entre as famílias que estão começando o homeschooling ou que já o praticam mas somente agora se depararam com essa necessidade: como, afinal, alfabetizar as crianças.

Em meu curso “Homeschooling 1.0” explico detalhadamente a superioridade do método fônico sobre os métodos silábico e global. Aqui, porém, resumirei a questão ao seguinte: se nós, quando bebês, aprendemos primeiro a discernir os sons para depois reproduzi-los aos balbucios, por que é que na hora de aprender a comunicar por escrito não haveríamos de seguir a dica que a própria natureza oferece, isto é, por que não deveríamos de, primeiro, aprender a discernir os sons da fala para então aprendermos como expressá-los por escrito? No curso, também sugiro
alguns outros cursos e materiais que conheço e que ensinam a alfabetizar
pelo método fônico, tais como o do prof. Carlos Nadalim e a cartilha “A
casinha feliz”. No entanto, na época em que fizemos as gravações, ainda
não conhecíamos o livro “Consciência fonológica em crianças pequenas”,
de Marilyn Jager Adams e outros, publicado pela editora Artmed. O livro é
uma tradução adaptada da versão americana, mas apesar da aparente
inadequação que isso possa sugerir, o trabalho de Regina Ritter
Lamprecht e de Adriana Corrêa Costa foi muitíssimo bem sucedido. Tanto é
assim que abolimos tanto o curso do prof. Carlos quanto “A casinha
feliz” e ficamos só com o livro.

O modo como ele é estruturado é
extremamente didático, favorecendo ao leitor leigo na área, tal como eu e
a esmagadora maioria dos pais homeschoolers, na aplicação dos
exercícios, partindo do mais simples e elementar ao mais complexo e
difícil. Além disso, e provavelmente o melhor de tudo, o livro oferece,
ao final, a sugestão de cronograma de dois anos inteiros de trabalho com
as crianças, abrangendo a pré-escola e a primeira série, dia a dia, com
os exercícios a serem realizados. Por fim, nos anexos, há ainda ampla
sugestão de bibliografia e de materiais que podem subsidiar as
atividades, desde livrinhos de parlendas, poesias, até joguinhos
educativos. Enfim, um serviço completo àqueles que querem alfabetizar em
casa com segurança, autonomia, e sem gastar muito.

Deixo abaixo algumas fotos do livro.

Capa
Contracapa
Sumário (1)
Sumário (2)
Sumário (3)
Parte do cronograma de atividades
Gostou da dica? Compartilha! Já conferiu a dica #1, sobre coordenação motora? Clica aqui! Já está sabendo de tudo que está programado para o mês de maio aqui no Encontrando Alegria? Então confere aqui!
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Dica #1 – Coordenação motora

Preocupação legítima e recorrente, sobretudo entre mães de uma só criança, de crianças bem pequenas ou de famílias moradoras de apartamentos, o desenvolvimento físico não pode ser considerado de menor importância no homeschool. Assim, conforme prometido, eis-me aqui, dividindo com vocês uma dica de livro sobre coordenação motora para crianças de zero a cinco anos.

Na verdade, esta não é a primeira vez que publico um conteúdo desse tipo. No Natal de 2013, não somente fiz a indicação como compartilhei o pdf do livro “Slow and steady get me ready”, um clássico norte-americano sobre o assunto. Trata-se de um livro com uma proposta bem parecida daquele que sugerirei hoje, mas muito mais focado nos exercícios (um por semana ao longo dos cinco primeiros anos de vida) e praticamente sem nenhuma fundamentação teórica acerca dos motivos para tais exercícios. Como mostra o título, o livro está em inglês. Se alguém tiver interesse, deixo aqui o link. 😉

O livro de hoje, porém, chama-se “Coordenação Motora”, de autoria de Tara Losquadro Liddle e Laura Yorke e publicado pela editora M. Books. Divide-se em quatro partes (Aprendendo a se mover e movendo-se para aprender, Mais rápido que um foguete, Capaz de pular grandes prédios e Considerações especiais, cada uma delas subdividida em vários capítulos). A obra começa narrando uma série de experiências da autora no encontro com pais que achavam que tudo estava bem com suas crianças, exceto por uma ou outra “dificuldadezinha” no desenvolvimento físico. A autora, que na época da publicação do livro tinha praticamente 20 anos de prática clínica, mostra que a maioria das “dificuldadezinhas” que não são encaradas e vencidas da maneira adequada, acabam repercutindo em todo o desenvolvimento posterior das crianças, e não somente em termos físicos, mas também em termos cognitivos e psicológicos.
Assim, em cada uma das
divisões do livro, que avançam seguindo progressivamente a idade das crianças, a autora oferece uma boa dose de explicações mais
teóricas, seguidas das habilidades esperadas para aquela faixa etária,
bem como sugestões de atividades e brincadeiras para fazer com os
pequenos e respostas às preocupações que costumam ser as mais comuns no período. Enfim, um excelente suporte às
famílias que não querem negligenciar este aspecto da formação das
crianças (nem delegá-la a terceiros), mas não têm formação técnica na
área. Eu recomendo!

Capa
Contracapa
Sugestões de atividades
Preocupações mais comuns
Você está por dentro da nossa programação para o mês de maio? Já sabe que este post é apenas uma pequena parte de tudo o que está acontecendo e ainda irá acontecer? Não? Então confere aqui.
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Programação imperdível!

O mês de maio é um mês lotado de acontecimentos importantes: dia 01 de maio comemora-se o dia de São José Operário; dia 05, comemora-se o terceiro aniversário do Encontrando Alegria; dia 08, comemora-se o dia das mães; ao fim do mês, na provável data do dia 20, nascimento da Philomena, minha quarta filha; sem mencionar as seis ocasiões em que se celebram algumas das muitas aparições de Nossa Senhora (08, Estrela; 13, Fátima; 24, Auxiliadora; 26, Caravaggio; 31, Visitação; 31, Medianeira). Eu não poderia deixar passar em brancas nuvens um mês tão especial assim, não é mesmo? E, no entanto, três anos atrás, eu jamais imaginaria que tantas coisas teriam mudado e que haveria tanto para celebrar.

Assim sendo, planejei a seguinte programação (ou “currículo”) para os próximos dias, pensando especialmente em vocês, pais e mães que nos seguem e apoiam o nosso trabalho:

Dicas:

  • Dia 01 de maio, dia de São José Operário, publicarei um texto no qual apresentarei a vocês um livro sensacional sobre coordenação motora para crianças de zero a cinco anos, em português. O livro não somente oferece sugestões de atividades adequadas a cada faixa etária como também explica as razões de cada uma delas, nos oferecendo, portanto, uma maior compreensão do funcionamento e desenvolvimento físico adequados aos nossos filhos nesta que é uma idade essencial para a sua formação;
  • Dia 05 de maio, dia do Encontrando Alegria, publicarei um texto sobre um outro livro excelente, um verdadeiro manual de pré-alfabetização e alfabetização segundo o método fônico, inclusive com cronograma de atividades correspondentes à pré-escola e à primeira série, além ampla bibliografia e lista de materiais de apoio para cada atividade recomendada;
  • Dia 10 de maio, publicarei mais uma dica de livro, só que dessa vez voltado aos pequenos, como sugestão de livro para leitura em voz alta. Trata-se de um clássico da literatura infanto-juvenil mundial para ser desfrutado por toda a família e pode, ainda, servir como uma espécie de introdução aos exercícios de formação literária, tamanha é a sua riqueza;
Sorteios:
  • Dia 08 de maio, em homenagem ao Dia das Mães, sortearei três exemplares do livro Homeschooling Católico – Um guia para pais, em formato e-book. Embora seja um livro voltado ao público católico, pode ser de grande proveito a todas as famílias cristãs.
Promoções imperdíveis:
  • Do dia 25 de abril (amanhã, segunda-feira) ao dia 10 de maio, todos os nossos cursos (com exceção do “Seja Homem”) estarão com 50% de desconto! São eles:
  1. Homeschooling 1.0 (9 aulas): As bases históricas, metodológicas, pedagógicas, jurídicas, além de sugestões bibliográficas e de materiais, para quem quer praticar o homeschooling e não sabe por onde começar. De R$ 250 por R$ 125. Poderá ser adquirido no site do Instituto Isidoro de Sevilha;
  2. De volta ao lar (6 aulas): Como melhor compreender-se, agir, gerir a vida doméstica e resistir às pressões em uma época de tanta resistência e desprezo à vida no lar De R$ 300 por R$ 150. Poderá ser adquirido no site do Instituto Isidoro de Sevilha;
  3. Ensine seus filhos a gostar de ler (4 aulas): Como auxiliar as crianças no desenvolvimento e consolidação do gosto pela leitura com sugestões de atividades práticas, correção de possíveis erros da rotina, critérios para seleção de bons conteúdos e ainda uma lista com mais de 100 títulos seguros para diferentes faixas etárias. De R$ 240 por R$ 120. Poderá ser adquirido no fim deste post a partir de amanhã;
  4. Oficina de casamento (8 aulas): Porque pouca serventia tem uma dedicação extrema à educação das crianças quando o ambiente doméstico e a relação entre os pais encontra-se comprometida. Assuntos como as diferentes estações ao longo do casamento, o relacionamento com as famílias de origem, a resolução de conflitos, o perdão, sexualidade sadia além de outros fazem parte dos conteúdos. De R$ 240 por R$ 120. Poderá ser adquirido no fim deste post a partir de amanhã.
  5. Por último, se você quiser adquirir um pacote com todos os cursos, em lugar de pagar R$ 515, pagará R$ 470. O pacote poderá ser adquirido no fim deste post a partir de manhã.
E então, gostaram da nossa programação? Se sim, ajudem-nos a espalhá-la por aí, para que alcance e beneficie o máximo de famílias possível!


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Heráldica, brasões e armas medievais

Contei, dias atrás, lá no facebook, sobre o inesperado interesse da Chloe pela heráldica — a arte e ciência dos brasões. Na ocasião até publiquei a foto do brasão que ela fez após pesquisar a respeito, por conta própria, na Barsa (sim, ela mesma, aquela enciclopédia poeirenta que ficava na estante da casa da sua avó e que hoje em dia parece tão obsoleta, mas não é).



Instantes após a publicação do post, uma leitora lá do Espírito Santo entrou em contato comigo para contar-me a respeito do Museu Medieval de Gramado, o Castelo Saint George — vejam vocês a ironia: uma turista conhece melhor a região do que um morador das redondezas. Na mesma hora fiz uma busca e descobri a página do Castelo. Mostrei ao Gustavo e os apaixonamos imediatamente, combinando de irmos até lá nos dias seguintes, e, claro, sem contarmos nada às crianças para fazermos aquela surpresa.

Poucos dias depois, junto com uma família amiga, fomos até o Castelo. Apesar de pequeno — será ainda maior, pois continua sendo construído — há muita coisa para ver. As paredes são cobertas de chifres e cabeças de animais empalhados, brasões tradicionais feitos pelo próprio criador do Museu e imagens medievais pintadas em couro. Além disso, encontram-se expostas réplicas de armas famosas — há um expositor destinado ao filme Coração Valente (que nada tem a ver com a Dilma, graças a Deus) e outro destinado ao O Senhor dos Anéis. Prosseguindo, há elmos, luvas e armaduras medievais completas, tanto réplicas quanto originais — realmente assombrosas! — e muitas, muitas espadas, facas, mosquetes, canivetes, das mais variadas épocas e lugares do mundo. Por fim, o proprietário ainda oferece uma pesquisa gratuita ao sobrenome da família. Descobrimos que há oito variações do Abadie e que todas elas passaram pela França em algum momento, de modo que seria preciso saber de qual região veio a nossa variação para então descobrirmos o brasão oficial. Já sobre o Hochmüller, trata-se de um sobrenome resultante do casamento entre duas famílias germânicas, o Müller, porém, é mais ou menos como o Silva brasileiro, de modo que também precisaríamos rastrear a origem geográfica da família para podermos precisar-lhe o brasão.

Além do Museu propriamente dito, há ainda uma loja com souvenirs e fantasias para alugar. Não preciso falar nas idéias que tive para o Dia de Todos os Santos, né?  🙂

Ah, esqueci de mencionar: recentemente encerramos nossos estudos sobre a Idade Média e iniciaremos as pesquisas sobre a Idade Moderna. Acredito que esse tipo de passeio, assim como aquele que relatei sobre A Mina, ajudam a enraizar o conteúdo no coração e na memória das crianças de modo único,  sendo assim, repito mais uma vez o incentivo que já fiz em outras ocasiões: explorem ao máximo os recursos da região em que vocês vivem, para que as histórias ganhem concretude e tornem-se conteúdos inesquecíveis para as crianças.

Deixo abaixo algumas fotos que fiz ao longo do passeio.

Castelo Saint George 

Além de lutar, já imaginaram colocar sobre a cabeça um elmo assim, pesadíssimo?
Uma grávida fotografando as réplicas de cachimbos de “O Senhor dos Anéis”.
A pequena e leve espada de William Wallace, o herói escocês retratado em “Coração Valente”.
Chloe ao lado de uma armadura leve, de apenas 40kg.
Lembrei-me do tio Rafael Falcón e seu “bode power”. 😀
Benjamin empolgado explicando o funcionamento de uma balestra ao tio Francis.
Em memória de Jiraya. 😉
Lindas.